09 setembro 2007

Dedicado ao mundo contemporâneo II

Eu acuso quem pensa sem agir.
Eu acuso quem age sem pensar.
Eu acuso quem fala sem sentir.
Eu acuso quem sente sem falar.

Acuso a posição mal definida,
o gesto mesquinho…
… e acuso-me por, nunca, em minha vida,
ter ido até ao fim do meu caminho.

E, amigos meus,
pronuncio a suprema acusação:
- Eu acuso… quem invocando Deus
ergue ao Diabo, altar, no coração.

Acuso o homem, por julgar o homem…
Juiz só Deus… entendo que é bastante.
Terminarei,
pedindo todas as sanções da lei,
para quem acusar o semelhante


Manuel Pedroso Gonçalves, 1959

Setembro - mau tempo para as famílias!

Lá vai o tempo (por ventura antes de 74) em que o mês de Setembro significava para as famílias portuguesas o fim das colheitas e o proveito que daí advinha. Agora os tempos são outros e os sucessivos governos democráticos da nossa nação transformaram este tempo de festa num dos maiores tormentos dos pais com filhos em idade escolar. As escolas todos os anos mudam os livros para impedir que os livros de uns sigam para outros, fazendo de lacaios do lobby da industria dos livros escolares, assim como o ministério, que muda de programa como quem muda de camisa. Vão TODOS para o caralho.

Artigo da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

As reflexões do meu 12º ano...

Por mais que tudo diga
Nunca me deu para fazer nada.
Nem o sol que tapa a madrugada
Consegue cobrir a escuridão do mundo.
Nunca soube ser seguro
Coerente ou compreensivo, talvez,
Porque o mundo me obriga
(eu não quero)
A crescer de repente, assim, d’ uma só vez.

Soneguei a minha infância.
Quis subir e ser senhor.
Perdi a calma, quase tudo,
Inclusive o amor.
Infantil como a alma
Que só ama
E nada pede em troca.

Ao invés, nós queremos dinheiro
Roupas, pitas, descanso e prazer.
Eu queria brincar,
Correr sem parar.
Amar e ser amado
Como um menino mimado.

Infelizmente cresci
Com os sabor do mundo na boca.
Soltei gemidos, ninguém escutou.
Brinquei. O mundo parou,
Reprovou e condenou.
Ficou o menino assustado
Por não poder brincar,
Nem sequer um bocado…

Talvez a vida seja presente.
Já não posso brincar,
Como no passado.
Não posso sonhar,
Só ter o futuro estudado.

Premiou talvez os marrões,
Os berços ou quem roubou!
Não contemplou quem pensou,
Quem sonhou e obedeceu
À sociedade interior
Porque a vida é mais que
O estudo, o prestigio,
O dinheiro ou o prazer
É amar a Deus a cada momento,
Como se estivesse a nascer
Para um velho sentimento
Amor.

Penso que sou um labrego...

E tu? Em que te enquadras?

Beto: Nos seus primordiais costumava ser definido como "o gosto por vestir-se bem". Actualmente costuma vir associado a uma atitude excessivamente consumista. O protótipo de um Beto é o de uma pessoa que veste o mais caro que encontrar, geralmente calças de ganga clássica,cabelo com uma repa a tapar um olho, pólos e sapatos de vela.

Basofe: Anteriormente conhecidos como Dreads (o que está errado) ou Chungas. Passa pela adopção de um modo de vida adoptado nos EUA em bairros que sofrem de pobreza. Costumam ter dificuldades em conseguir conviver correctamente em sociedade, sendo o grupo muitas vezes responsável do vandalismo, crime e ao consumo de drogas. Limitam-se a ouvir Hip-Hop e abominam todos os restantes géneros musicais.

Grunge: Têm uma visão da vida despreocupada e não costumam ser religiosos. Não costumam fazer grandes planos para o futuro e têm o hábito de serem discretos (às vezes são vistos como pouco sociáveis). Geralmente usam o cabelo comprido e desgrenhado, barbicha, roupas velhas/rasgadas (especialmente calças de ganga e camisas, muitas vezes aos quadrados).

Emo: Têm uma visão decadente do mundo e levam-na ao extremo. São exageradamente sentimentais e têm dificuldades em reconhecer um lado bom nas coisas. É comum questionarem o porquê da sua existência de um modo, levando-os muitas vezes à isolação total. São conhecidos por usarem o cabelo para o lado de modo a cobrir-lhes metade da face, usam alguma maquilhagem, piercings e tatuagem. Diz a lenda que criam um ódio por si próprios que os levam a fazer cortes sobre a pele.

Gótico: Têm também uma opinião negativa sobre o mundo, mas, ao contrário dos Emos, não costumam sentir necessidade de mostrar o seu ódio a si mesmos aos demais. Têm uma atitude fria (de um modo geral totalmente anti-sociais), vestem-se exclusivamente de preto e usam maquilhagem de um modo extremo. Alguns chegam a ter fetiches com cemitérios e sadomasoquismo.

Nerd: É um conceito associado a indivíduos de óculos com grandes dificuldades de integração na sociedade, que costumam ter um grande gosto por informática e pelas novas tecnologias. Geralmente só se dão com outros Nerds, pois somente conseguem discutir a sua cultura tecnológica entre si.

Metaleiro: Usam cabelos compridos, barba e têm poucos interesses para além da música (Heavy, Thrash, Power e pouco mais). São associados a pessoas temperamentais, usam sempre camisolas de uma das suas bandas favoritas e é raro perderem um concerto ou um festival.

Punk: Grupo em certa parte semelhante aos Metaleiros, mas ouvem Punk Rock e New Wave, gostam de piercings, cabelos espetados, roupa de cabedal e outras extravagâncias. Costumam ter excesso de auto-estima e às vezes são associados a atitudes um pouco extremistas.

Labrego: A clássica atitude de um chefe de família. Não entra em filosofias e tem aversão aos "porquês". Não ligam à aparência nem aos cuidados relacionados com a estética, enchem a pança de cerveja ou vinho e gostam de uma bela tarde a ver a bola. Por vezes são associados a homens que vêem a mulher apenas como um objecto de procriação.

Pexito: O seu conceito inicial resume-se a "habitantes de Sesimbra", mas as suas características muito próprias que se têm vindo a alastrar já faz dos Pexitos um grupo pertencente à "fauna jovem". Têm uma personalidade pouco firme: apenas o que é caro é de qualidade e, muitas vezes, fazem de tudo para dar nas vistas e serem bem vistos no seio dos restantes. Costumam ver o companheirismo como uma virtude, mas não costumam ter muito apreço pelos próprios amigos (facto que ocultam). Usam roupa da mais cara que podem, usam relógios e piercings coloridos e de tamanhos extravagantes e ouvem na sua maioria música alternativa.

Satânico: Indivíduos mórbidos e decadentes que vivem contra as habituais regras do cristianismo e praticam o culto a Satanás. São anti-sociais e entendem que o futuro não existe, a morte é o único destino ("ninguém é de ninguém, o fim é que é igual para todos"). Reza a lenda que se sentem bem quando em contacto com a morte, daí o gosto por cemitérios, sacrifícios e animais necrófagos.

Rastas: Conhecidos pelos cabelos grossos que mais parecem pés de árvores e que raramente são lavados com champô. Vestem roupas de pano coloridas e calçam chinelos. Vivem essencialmente de praias e fumam ganza como quem bebe café.

Guna/Chunga: A norte conhecido como Gunas,a centro e sul como Chungas mas em todo o país conhecidos como Azeiteiros.
Tanto a dizer para os caracterizar... Começando pelo vestuário,da cabeça aos pés: usam boné maior que a cabeça (talvez para guardar os objectos roubados) e sempre solto; nas orelhas usam brincos de ouro ; e do amarelo do ouro para o amarelo dos dentes (ou a falta deles); suas roupas são geralmente desportivas e sempre de grandes marcas (compradas na feira,como é óbvio) e o seu calçado,na maioria dos casos, são sapatilhas Nike com molas.
Adeptos da ganza, andam sempre em grupo, e os passatempos favoritos do dia-a-dia é "pedir" dinheiro emprestado e caçar telemóveis a putos.
Nos seus veículos são autênticas discotecas ambulantes e mandam sempre piropos de engate quando vêem uma mulher atraente,mas com resultados apenas para os da sua espécie (diga-se peixeiras).
O seu vocabulário é preenchido com asneiras e têm contribuído para o país com célebres frases como "faz esse!".

Skinhead Nazi: Também conhecidos como os "cabeças-rapadas". Têm ideiais de extrema-direita/nazistas. Geralmente são violentos e implacáveis na sua forma de defender os seus ideais perante todas as restantes.

Skinhead Red-Skin/Sharp/Skin-Gays: Estes são os skinheads da esquerda,uns mais anarcas outros mais comunistas, mas resumindo a merda é a mesma. Skinheads Gays são uma nova facção em ascensão.

06 setembro 2007

sempre pensei que fosse da Gafanha, mas aceita-se...

You Belong in Dublin

Friendly and down to earth, you want to enjoy Europe without snobbery or pretensions.
You're the perfect person to go wild on a pub crawl... or enjoy a quiet bike ride through the old part of town.

Voz do povo

Olha-me para a cara de lata destes dois, a irem a Roma ter com o Papa e ainda hão-de ter sido eles a matar a filha. Eu de facto nunca vi sofrimento na cara daquela mãe...
By Dona Fernanda

03 setembro 2007

Anteontem fui à capital... (a segunda parte)

...e fui almoçar num jardim junto ao Mosteiro dos Jerónimos, a organização levou uns pães e uns leitões e lá nos safámos. Depois do almoço ainda fomos tomar um café e comer uns pastéis à famosa casa dos "Pastéis de Belém". Por volta das 4 voltamos todos para o autocarro e partimos em direcção ao Rossio. Paramos numa praça com a estátua de D. Pedro IV, em frente ao teatro nacional D. Maria II, pelo menos foi o que me disseram.
Começamos a andar por uma rua fechada ao trânsito e, por isso, cheia de pedintes. Não sei se me acham ricos, mas enquanto ninguém foi importunado, eu mal entrei na rua levei com um gajo a tentar vender-me marijuana e coca, até me mostrou os sacos com o produto, e quando o mandei dar uma volta, ele perguntou-me se queria comprar-lhe uns óculos, que por sinal ele tinha roubado numa loja mesmo em frente de onde nós estávamos. Mesmo quando saí do Teatro Politeama, eram só pedintes a dirigirem-se a mim, enquanto as celebridades passavam e ninguém as abordava. Não sei o que viram em mim, mas sei que vi o impensável: um tipo a "fazer uns sons com uma flauta" apenas com uma mão enquanto a outra segurava um chapéu. Eu como não me sinto culpado pela situação dessas pessoas, normalmente nunca contribuo para elas, e foi o que aconteceu. Há muito trabalho por aí para ser feito, não se pode contribuir para que estas pessoas continuem a vida de pedinchas. Nestes caso lembro-me de um senhor que conheci em Braga, à porta de uma discoteca a vender cachorros, porque tinha dois filhos e a mulher desempregada. O sacrifício que o homem fazia, depois de passar uma semana a obedecer às ordens de um gajo qualquer, perdia as noites de Sexta-feira e de Sábado para poder sustentar a sua família.
No caminho para o teatro ainda encontrei um alfarrabista, com bastantes livros a 1€. Prendi-me lá por mais de 20 minutos, porque me apeteceu comprar uns livros e também para fugir à pressão dos pedintes na rua. Comprei uns livros de poesia e um romance, editado nos anos 40 do século passado. Estou agora a lê-lo. Para já estou a gostar.
Fui então para o teatro, e tive que ficar à espera porque a minha mãe tinha os bilhetes e decidiu ir para o bar do Coliseu dos Recreios, mesmo em frente ao Politeama. Já lá dentro, a primeira coisa que me lembro é de ver a minha irmã a comprar o programa e a fazer fila para levar um autógrafo do Lá Féria. Eu não liguei muito e fui rapidamente para a sala. Ao entrar olhei para as paredes, tão bem ornamentadas, a decoração ao estilo de à 100 anos atrás, que também contava a história de milhares de punhetas que se tinham lá batido, antes do Sr. Filipe comprar aquele espaço.
Quanto à peça, propriamente dita, considero uma exaltação ao nacionalismo austríaco, em detrimento do nacional-socialismo alemão. Mas essas são considerações para outros debates. A "música no coração" é um filme sobejamente conhecido e uma história que dispensa apresentações. Mas a peça que foi montada ultrapassa de longe o dramatismo do filme. O teatro tem destas coisas: Consegue envolver-se bastante com o público, e as vozes ao vivo, mesmo com o auxílio de microfones, aumentam muito mais a tenção. Nunca vi uma audiência a chorar tanto. O problema é mesmo o preço. Enquanto no cinema o preço ronda os 5 €, o bilhete que recebi tinha o preço de 27€, embora não tenha pago tanto. Digamos que a excursão foi organizada para que a malta pudesse pagar pouco para ir à capital ver o Lá Féria.

02 setembro 2007

Ontem fui à capital... (parte 1)

Ontem fui à capital de autocarro. Não daqueles da carreira, mas integrado numa excursão do clube do pessoal da EDP-Aveiro. A minha mãe fez tanta força que lá tive que ir. Não estava especialmente interessado no programa do dia, mas acabei por ir, mais porque nunca tinha visto aquilo que fomos ver. Partimos pouco depois das 7 da manha de Aveiro e, pelo caminho, fomos parando em Leiria para comer uma bucha e ainda parámos por causa de um acidente que ocorreu à nossa frente. Acabou por ser só um toquezinho entre dois carros. A verdade é que a A1 ficou interrompida, mesmo com 3 vias de trânsito, foram lá parar ambulância e bombeiros.

Ao chegarmos a Lisboa, a cabeça encostada no vidro observava uma paisagem amarelada cada vez mais ocupada com prédios, um decrépitos, outros novinhos em folha, com as mais variadas
empresas disto e daquilo, à medida que nos aproximávamos do nosso destino. Não gosto deste tipo de cenas, por isso é sempre com algum sacrifício que me dirijo para o sul.

Chegamos ao rio Tejo, para visitar o museu da electricidade, antiga central Tejo, já em Belém, junto ao rio. Do Museu, à parte de termos levado com uma guia (que o meu irmão mais novo até conhecia, portanto não seria de esperar grande coisa) que tinha a mais de carinha laroca o que lhe faltava de conhecimento de como funcionavam as máquinas que transformavam o movimento gerado pelo vapor da central termoeléctrica em electricidade.

O que mais gostei do museu não foi a parte da antiga central, das caldeiras, nem até de se poder passar dentro de uma caldeira que durante muito anos trabalhou a mais de 1100 graus Cº, mas sim a história da electricidade em Portugal, o processo do fornecimento de energia eléctrica às populações e a sua aplicação. Os diagramas da barragem de Castelo do Bode e da central do alto Lindoso.

A produção da hidro-electricidade foi a parte onde mais tempo perdi. Estive um bom bocado a perceber como se distinguiam as barragens, já que existem umas de "fio de água" (tipo as barragens do rio Douro, são apropriadas para terrenos pouco desnivelados e têm uma corrente continua de água), outras chamadas de "turbina-bombagem" (consiste num sistema em que a água passa pela turbina e é bombeada de novo para a albufeira, ou então é bombeada a apartir de uma barragem a jusante, com os exemplos de Aguieira, Alqueva e Rabagão) e ainda as mais conhecidas, as barragens "de Albufeira" (com uma grande capacidade de armazenamento de água, mantém o normal funcionamento dos rios quando a água passa pelas turbinas e segue para jusante. São exemplo destas barragens as do Lindoso, Vilarinho das Furnas e Salamonde). Claro que ainda existem as barragens que apenas servem para o armazenamento de água.

Houve ainda outras coisas que me interessaram, como a história da electricidade e os aparelhos infantis para se perceber como pode ser gerada electricidade estática, ou para se perceber como funcionavam os primeiros aparelhos geradores de electricidade.

No final ainda uma visita à exposição da world press foto, concurso de 2007 juntamente com o concurso de foto jornalismo Visão/BES. Valeu a pena. Depois conto o resto da história.

Lições de Retórica

Uma pergunta estupida mereçe sempre uma resposta estupida.

Chega um indivíduo de raça negra a uma loja de armas e pergunta:
- Spor favor, tens pistola...
- Não, por acaso não temos...
O indivíduo olha para o lado e repara numa vitrine cheia de pistolas.
Nisto pergunta: - Olha, e o springarda tens?
- Não por acaso também não temos...
O rapaz olha para o outro lado e vê uma prateleira cheia de espingardas e questiona o dono da loja..
- Ei, ós camarada, tens arguma coisa contra os preto...???
- Por acaso temos. Pistolas, espingardas...

27 agosto 2007

Fala quem sabe

"Antigamente a homosexualidade era proibida. Depois passou só a ser vergonha (ah, paneleiro e tal...). Depois passou a ser tolerada (coitadinho, é paneleiro, é doente... desde quando levar no cu é uma doença?). Agora é moda e eu vou fugir para outro planeta antes que seja obrigatório!"
By Fernando Rocha

Anda um gajo perdido no "Mais Futebol" e de repente...

Eu como adepto benfiquista, não gosto de nenhum dos dois, e passo a explicar porquê.
O Benfica de Camacho de 2003/2004 era um Benfica sofrível, com muitas deficiências defensivas, que iam sendo disfarçadas pela produção ofensiva (Tiago, M Fernandes e Simão produziam muitos golos). Quem não se lembra da derrota 4-3 em Milão? Ao fim ao cabo, Camacho apenas ganhou uma taça de Portugal, mas é recebido como se fosse o último treinador campeão. Os benfiquistas ainda não aprenderam a não acreditar em salvadores da pátria. O último foi Toni, esse sim anterior treinador campeão, e mesmo assim foi o descalabro que se sabe...Por outro lado, Camacho não é um bom treinador do ponto de vista técnico. Ainda ontem se viu no jogo com o Guimarães que as opções de banco foram completamente falhadas: lançar Luis Filipe a extremo, para quê (FS tinha sido crucificado quando o fez)??? Refrescar o avançado (Cardozo por Bergessio) quando tinha de arriscar tudo para ganhar o jogo??? Guardar Adu no banco quando podia ser a única unidade capaz de criar desiquilíbrios, porquê???
Será que Adu e Di Maria vão ser mais duas apostas jovens "à Benfica"? (vide caso Moreira).
Eu francamente estou farto destas crenças ingénuas da massa adepta do meu clube, e tenho pena que ainda não tenham percebido que o verdadeiro problema não reside no treinador, mas no presidente e na estrutura directiva.
Um presidente que não demitiu FS quando o devia ter feito - no final da época passada, em que os resultados foram miseráveis - acabou por fazê-lo após dois jogos oficiais com uma vitória e um empate. Pelo meio, uma pré-temporada deitada completamente ao lixo, e contratações de reforços em cima do joelho, como tem sido hábito nos últimos 6 anos.
Perante isto, a única atitude digna do LFV seria demitir-se e sair juntamente com FS. Mas o "cavalheiro" não deve saber o que isso significa.
PS: Sócios do SLB, peço-vos que nas próximas eleições sejam inteligentes a escolher o presidente, e deixem de acreditar em vendedores de banha da cobra.

Eu não diria melhor...

26 agosto 2007

Porque Salazar ganhou os "Grandes Portugueses"

Cagando pr'o PPD
Cagando pr'o CDS
Eu caguei pr'o PCP
E também caguei para o PS

Eu caguei pr'o Balsemão
Pr'o Freitas do Amaral
Eu caguei para o Cunhal
E o Bochechas fecha a mão

Vai o maior cagalhão
Que em toda a vida caguei
E também caguei pr'o rei
O senhor Ribeiro Teles
Cago pr'a todos eles
Cagando pr'o PPD

Eu caguei pr'o presidente
Caguei pr'as Forças Armadas
Eu faço as minhas cagadas
Cagando pr'a toda a gente
E quem não estiver contente
Ainda mais me merda merece

Porque eu nunca me esquece
Lá debaixo do sobreiro
Caguei pr'o senhor Saleiro
Cagando pr'o CDS

Eu caguei para o ministro
Cá da nossa agricultura
Cago sempre com fartura
Porque eu no cagar estou bem visto

E ainda correm o risco
D'eu cagar pr'a quem não sei
Cago pr'a quem fez a lei
Que me proibiu de cagar
Mandando o cinto apertar
Eu caguei pr'o PCP

Caguei pr'a democracia
Caguei pr'o socialismo
Caguei pr'o comunismo
E caguei para a monarquia
E mais cagar já não podia
Mesmo que eu cagar quisesse

O muito cagar aquece
As bordas de um cu bendito
Que cagou cozido e frito
E caguei para o PS

Porque eu caguei a bem cagar
Como há muito não cagava
E não pude cagar pr'a mais
Porque a merda não chegava

de: Francisco Domingos Horta - «No paraíso real - Tradição, revolta e utopia no Sul de Portugal»

Podem ouvir a declamação

24 agosto 2007

Nem mais um soldado na Gafanha!

Um caso típico: Passou-se há uns tempos, quando numa sexta-feira que já era sábado, numa estrada perto de Vagos, um militar da GNR do posto (novo) da Gafanha da Nazaré, sem estar em serviço, decidiu mandar parar um veículo que o tinha ultrapassado pela direita. Louve-se, sem rodeios, a tentativa de combate às infracções rodoviárias que tantos mortos causam por esse país fora todos os anos. Seguindo a história, no veículo imobilizado seguia um casal, que vinham acompanhados por outro casal noutro veículo. Param então os três carros. O GNR, que julgo, estava acompanhado por outra pessoa, começa então a ameaçar o prevaricador, chegando mesmo ao ligeiro contacto físico. Nisto, a acompanhante do prevaricador mete-se ao barulho e é atirada para uma vala, junto à estada. O condutor do outro carro tenta impedir o GNR de agredir o colega e vê-se confrontado com uma arma apontada à barriga, juntamente com vis ameaças verbais. A acompanhante deste infeliz, tentando serenar os ânimos, é atirada para o chão.

Entretanto, o prevaricador, como conhecia alguém da GNR de Vagos, decide chamá-los. O GNR furioso, chama a malta da Gafanha, que mesmo sem competência territorial, aparece de caminho para se juntar à festa.

Rescaldo: tanto o GNR como o condutor prevaricador circulavam com excesso de álcool no sangue; Na segunda de manhã foi tudo parar ao tribunal.


Feitas ao contas, enquanto o prevaricador incorre em duas contra ordenações graves, desrespeito das regras de transito e condução sob o efeito de álcool, o GNR incorre na contra ordenação de condução sob o efeito do álcool, em pelo menos dois crimes de ofensa à integridade física e dois crimes de ameaça, de forma grave, como foram anteriormente descritos. Incorre ainda num processo disciplinar profissional e noutras cominações que possam advir do facto de ser militar, e de ter cometido estes crimes, assumindo-se como tal. Já estou como o Marcelo: Assim Não!

E quem lá fosse?

Mais uma noite no Porão, a beber uns canecos e a tentar resolver uns enigmas, no meio de alguns amigos. Enfim, vivam as férias, que estão para durar...

22 agosto 2007

Oh diabo... voltámos às broncas!

É curioso que um assunto que não deveria merecer discussão nenhuma, está cada vez mais quente. Assim vai a nossa política...

20 agosto 2007

Em tempo de férias, falemos do paraíso

Através deste documentário podemos observar a realidade ditatorial em Cuba, o regime policial e censório de Fidel Castro, o encarceramento e a execução de opositores políticos, o futuro adiado para gerações de cubanos que tiveram o azar de nascer numa ilha-prisão de onde não podem sair e onde tudo lhes é negado. Cuba será talvez o expoente de um dos mais habituais erros de senso comum sobre o ideário marxista: aquele que considera a igualdade como a normalização da vida colectiva, onde todos vestem camisolas com a mesma cor, a mesma gola e a mesma tristeza. Essa é uma concepção totalitária da sociedade que nega a individualidade dos sujeitos sociais, aquilo que nos torna humanos.
Pelo meio, este documentário aborda os dois dogmas do regime: a educação e a saúde. Têm sido eles, no último meio século, a sustentar as teorias de compensação sobre Cuba e a generalidade dos regimes comunistas, menos a Coreia do Norte que também tem saúde e educação mas é mais ditadura do que as outras ditaduras com os mesmos pressupostos (tal como a RDA era «menos» ditadura do que a URSS). Em ideologias ditatoriais, as simbologias são tudo. Mas dizem os apoiantes de Cuba que a ditadura é o reverso dessas duas aquisições da «revolução». A ideia é fascinante, porque qualquer condenado numa prisão tem direito a saúde -- e, assim o queira, educação. Não deixa de ser uma bela metáfora.
Mas podemos perguntar que educação existe num regime opressivo, asfixiante, policial? Que livros são lidos? Que liberdade intelectual existe? O que pode ser ali discutido, escrito, debatido? É chocante, logo no começo do documentário, ver aquelas crianças arregimentadas pelo regime a papaguearem os «princípios da revolução» como se fossem os rios da Península Ibérica e a lerem livros de «história» onde Fidel é apresentado como «líder indiscutível». E aquelas crianças, aos seis, sete ou oito anos de idade, não sabem ainda que mais tarde terão provavelmente de deitar-se com alguns turistas para conseguirem um prato de comida na ilha que lhes foi imposta. Trágico.
Quanto à saúde, qualquer país europeu com um modelo inclusivo de Estado-providência sempre conseguiu melhores condições para os seus cidadãos sem recurso à pobreza e à ignomínia repressiva. De resto, pelo que se vê, os cubanos parecem preferir arriscar ser mortos por tubarões a caminho da Florida do que ficar com vacinas gratuitas em Cuba. Lanço por isso um repto: os comunistas que ainda restam nos outros países do mundo, a começar por Portugal, não aceitariam trocar de lugar com eles? Isso sim, seria coerência revolucionária.