06 agosto 2007

E porque sou mesmo mau...

...fica aqui mais um texto, com a devida vénia ao Luís Azevedo, a.k.a. Cidadão Oculto.

Saudações. Para quem continua em insistir dizendo que Portugal não se desenvolvia enquanto o Estado Novo esteve no leme da nação, aqui vão umas noções: “Desde o 28 de Maio de 1926, as receitas públicas metropolitanas subiram de 1 400 000 de contos em 1926 para 4 400 000 contos em 1966; o analfabetismo que era quase 70% foi anulado quanto a toda a população em idade escolar; o nível de vida triplicou; o produto nacional bruto, a preços constantes, elevou-se de 65% nos últimos dez anos; a produção industrial subiu de 9 Milhões de contos em 1938 para 44 Milhões em 1965, e desenvolveu-se, só para citar os últimos anos de 1959 e 1964, à taxa de média de 11,7%; a produção de electricidade passou de 187 Milhões de kW/h em 1926 para 4 800 Milhões de kW/h em 1966; expandiram-se as editoriais de e revistas; cresce a circulação de jornais; e a população metropolitana aumentou de seis para cerca de dez milhões. No Ultramar erradicaram-se as grandes doenças, como reconheceu, em relatório publicado após visita aos territórios, a OMS (Organização Mundial de Saúde); tem-se intensificado e ampliado a participação dos seus habitantes. Entretanto, fundaram-se duas universidades; multiplicaram-se as escolas primárias, cresceu o número de Liceus e de escolas técnicas. Tendo o estado Novo trabalhado muito, e numa época onde muito se fala e tudo parece depender de subsídios e ajudas técnicas vindas da U.E., dá-se real valor a estes grandes progressos de então. Não devemos os progressos de antigamente a subsídios gratuitos ou a favores especiais de qualquer país” O Estado Novo deixou nos cofres do Banco de Portugal 866 toneladas onde hoje só restam 383 toneladas. Também detinha milhões e milhões de escudos e moedas estrangeiras, Um jornal britânico chegou a vaticinar que Portugal era o 3º Milagre económico, a seguir à Alemanha federal e ao Japão… o escudo era moeda forte! E note-se que os territórios além-mar, designadamente Angola, viviam um surto de desenvolvimento invejável Pois tudo isso se perdeu em 1974, mercê duma revolução insensata sem nome, conhecida por uma data – 25 de Abril… VIVA SALAZAR!!! VIVA A PÁTRIA PORTUGUESA!!!

28 julho 2007

A porta é a serventia da casa...

Tenho que confessar que foi com alguma surpresa que li a noticia que ontem saiu no Semanário, e que referia que Manuel Monteiro ponderava regresso ao CDS. Podem ler o artigo na íntegra, no Arestália.

Fez uma campanha sozinho para a câmara de Lisboa, para poder levar um bom resultado como trunfo no seu reingresso no CDS, o que não veio a acontecer (o bom resultado). Mesmo assim, parece que se vai aliar a Ribeiro e Castro para lutar contra Portas. Demitiu-se do PND, deixando um partido sem estrutura, porque ele nunca a quis implementar. Apenas ano e meio após a fundação do Partido se criaram os círculos eleitorais, por pressão das bases. E ainda por cima, no último Conselho Geral, no qual não pude estar presente, ele apontou uma agenda que deixará paralisado o partido durante 6 meses. Ora bem: O que ficou marcado para Setembro foi um novo conselho geral (sobre o qual já aviso que tenciono estar presente) para em Setembro se marcar o congresso para se eleger a nova direcção. Lá para Novembro, na melhor das hipóteses. Como os círculos políticos caíram com esta direcção, apenas lá para Janeiro estarão a funcionar normalmente. É caso para dizer: Ainda bem que ele se vai embora.

13 julho 2007

Ensino Superior – Novo Regime Geral – Reformular sem resolver problema nenhum

Para aqueles que não saibam, está em cima da mesa uma proposta para um novo Regime Jurídico para as Instituições Ensino Superior. Com sinceridade, também eu fui apanhado de surpresa porque a proposta surgiu antes que fosse feito qualquer debate público.

De referir a positividade da existência de um documento único que regule todas as instituições de ensino superior em Portugal, que poderá agora passar a existir. Não me debruçando muito sobre a actual proposta, pretendo lançar ideias para o debate sobre o conceito de regime geral, e também debruçar-me sobre aquilo que deveria preocupar os intervenientes o ensino superior. Mas as interrogações quanto a este ponto são algumas: Como criar um documento único para instituições de ensino superior tão diferentes como as universidades, os politécnicos e os privados? Quando os princípios, meios e/ou os fins, por vezes, estão tão distantes?
A ideia deveria ser então que o novo RJIES funcionasse como uma “constituição do ensino superior”, em que o seu carácter de generalidade e abstracção fosse tido em conta, para que a sua aplicação fosse o mais abrangente possível.

Como seriam salvaguardas as diferenças entre os diversos ramos que compõem as IES?
Englobar tudo aquilo que lhes é comum, conferindo autonomia normativa e administrativa às IES, para que possam actuar, obedecendo apenas ao RJIES. Para isso é fundamental salvaguardar os direitos de todos os intervenientes, estabelecendo patamares mínimos, que poderão ser alargados por qualquer IES. Para os alunos é necessário que a lei salvaguarde direitos mínimos no que concerne às propinas, apoio social, avaliação ou representação nos diversos órgãos, por exemplo. Somente esses patamares poderiam limitar a liberdade de actuação de cada IES.

As IES têm que se desenvencilhar da tutela de superintendência que em muitos aspectos é exercida pelo MES, tutela essa que seria exercida apenas com base no novo regime geral, mantendo a necessária tutela de legalidade, exercida pelo próprio MES e por outros órgãos, como o tribunal de contas.

Outra questão crucial é a eleição do reitor ou presidente, agora proposta pelo novo regime, substituindo a nomeação política. Acho esta medida positiva, dentro da liberdade que considero essencial para as IES, desde que sejam estabelecidas regras igualitárias para todas as IES, para que nenhuma seja prejudicada pela falta de confiança politica, evitando que estas fiquem afectadas pela arbitrariedade de qualquer político.

Poderá esta discussão atenuar todo o debate que se gerou em torno de Bolonha? Na verdade, os problemas do ensino superior em Portugal estão bastantes afastados daquilo que neste momento se discute, até mesmo do processo supracitado, e era isso que deveria preocupar quem se interessa pelo ensino superior, pelos seus estudantes e pelo futuro de Portugal.

1. Não se pode permitir que as IES percam um nível de exigência que lhes garanta o devido respeito da sociedade portuguesa em geral, e também da comunidade internacional, tanto na sua formação e ensino como na admissão dos seus quadros discentes. Por exemplo, o modelo Mais 23 permite o acesso ao ensino superior de pessoas sem o ensino secundário concluído. Na verdade, para ser respeitado, é preciso que se reconheça nos quadros superiores o mérito devido pela formação que adquiriram, ao invés do que cada vez mais acontece, nomeadamente devido às notícias e ideias que são veiculadas e que se reportam à facilidade com que certas pessoas obtêm os diplomas. Assim, só com o 12º ano concluído ou equivalente deverá uma pessoa, independentemente da sua idade, entrar no ensino superior, fomentando o recurso de trabalhadores estudantes ao ensino nocturno, que poderá até ser articulado com as IES, para que os proponentes possam realizar uma formação de nível secundário adequada ao curso a que se propõem.

2. Favorecer o regime de trabalhador estudante, a formação dos quadros das empresas e da função pública, para que não se esteja à espera que essas pessoas entrem na reforma para só então os substituir por quadros devidamente qualificados.

3. Conferir às IES a liberdade administrativa para que possam adequar as vagas, os cursos e as cadeiras leccionadas às exigências do mercado e não a adopção de um modelo inflexível, transversal a países com realidades económicas e sociais tão distintas, como a diferença natural que se estabelece entre países como a Roménia, a Alemanha ou até mesmo Portugal.

4. Adoptar um modelo económico capaz de absorver os nossos licenciados, já que o número de licenciados face à média europeia não é assim tão elevado que justifique o desemprego funcional de muitos destes. Também dentro deste aspecto, evitar a emigração que se verifica nos recentes licenciados (quase um quinto, hoje em dia, emigra) evitando que a nação invista bastante capital na sua formação e permita que a sua actividade e os seus conhecimentos apenas venham a beneficiar outros países.

5. Evitar que se estabeleça um mercado comum europeu de acesso ao ensino superior, evitando que os nossos melhores alunos saiam ainda mais cedo para as universidades mais conceituadas a nível europeu e que Portugal se veja confinado aos estudantes atraídos pelo sol e pelas praias.

6. É essencial um modelo de financiamento, regulado pelo ministério, que contemple factores variáveis como a avaliação independente da instituição e a colocação dos seus formados no mercado de trabalho, externo à função pública.
Outro aspecto que tem sido muito contestado é a modificação jurídica que poderá ocorrer nas universidades, passando estas de pessoa colectiva de direito público, para fundação. Sendo todos estes problemas que enunciei, aquilo que mais rapidamente deveria ser solucionado no seio do ensino superior português, e sendo esta uma medida tão arrojada, seria melhor adoptar um sistema experimental em pelo menos duas universidades e se se verificasse alguma melhoria, não sei porque não alargar este conceito às restantes. Não podemos é deixar que uma medida de resultados bastante incertos seja implementada ao mesmo tempo em todas as universidades, para que a maior para saia ilesa de possíveis consequências nefastas. Não podemos ser inflexíveis em matéria económica. Só avaliando os deveres do estado e as necessidades do povo português se pode afirmar que certo sector está melhor nas mãos do estado, ou pelo contrário, entregue a privados.

Concluindo, a falta de ataque aos verdadeiros problemas do ensino superior é preocupante, assim como falta de soluções credíveis por parte de todos os intervenientes. Os problemas estão em cima da mesa, alguns já há muitos anos, e quanto a mim, só a consciência de alguns ainda não os esqueceu, no meio de tanto debate motivado pelas propinas, por Bolonha, e agora pelo novo regime geral. Nisto, como em muitos outros aspectos do pensamento nacional, o imediato absorve todas as manifestações de descontentamento face aos problemas mais profundos do ensino superior português.

02 julho 2007

Tratado constitucional

Muito se tem falado do futuro tratado europeu que irá substituir a constituição europeia. Não tão pelo seu conteúdo, mas sim pela vertente pouco democrática de que este poderá ser revestido. Não é costume eu exigir a existência de qualquer referendo e sendo assim não tenciono neste caso abrir qualquer precedente. Mas existe um aspecto positivo em toda esta discussão: Finalmente começa-se a por em causa a falta de legitimidade democrática de órgãos como a comissão europeia ou o conselho europeu. Na verdade, o conselho da UE é um órgão que reúne os governos de cada país, os eleitos por aqueles partidos, que embora dizendo-se de esquerda e de direita, todos dizem, e com razão, que são iguais. Não existe neste órgão qualquer opinião que se desvie um pouco do pensamento dos mais eurocratas.

São estes senhores que fizeram a constituição que acabou por ser chumbada em 2 países por referendo popular (por sinal, dois países fundadores do projecto europeu) e que agora surge embrulhada noutro pacote com o nome de tratado. Quanto a mim, estes senhores finalmente lembraram-se da táctica dos pequenos passos. Ao substituírem o termo constituição por tratado constitucional, evitam o drama de submeterem a 27 referendos populares com resultados imprevisíveis e deixam para os democraticamente eleitos parlamentos nacionais essa ingrata tarefa. E como constituições só haveria uma, tratados é só mais um. A gente até se lembra de alguns nomes como Maastricht, Nice, Roma, etc. embora não faça ideia do que eles instituíram. Como já disse, irá ser mais um.

Quer queiramos quer não, a generalidade da população atenta a estes fenómenos queixa-se de um défice de participação popular na construção do projecto europeu. É natural, já que as decisões ficam a cargo dos eurocratas que governam os diversos países, sendo que em vez de se discutirem questões orgânicas de fundo, se debatem meras alíneas, aquilo que cada um dá, aquilo que cada um recebe, e, porventura, os jogos da liga inglesa. Aqueles conselhos da Europa, em vez do jogo da pela, assemelham-se a uma qualquer casa de apostas de Newcastle. Na verdade, constato que estamos perante uma Europa construída pelos eurocratas e não pelos europeus. É quase como ver, de uma maneira sinistra, Portugal a ser governado apenas por nacionalistas. Constato ainda que os dirigentes europeus devem estar perante um sério dilema: Referendar o tratado, calando as vozes que se insurgem contra a falta de participação popular na construção do projecto europeu, correndo o risco de este ser rejeitado, ou aprovar o tratado por decreto, tendo que continuar a ouvir essas mesmas vozes. Como não aconteceu na constituição, esses métodos de decisão utilizados por cada país serão decididos em pleno Conselho da UE. Assim, nos países mais tremidos, será aprovado por decreto, como se de um qualquer tratado se tratasse; Nos restantes recorrer-se-á ao referendo, para calar os críticos e ter fortes aprovações populares, como aconteceu em Espanha.

Em Portugal penso que irão avançar para o refendo, com alguma pena minha, por duas razões. Sendo eu um adversário ao actual projecto europeu, seria a confirmação de que os portugueses, na sua grande maioria, apoiam este projecto, assim como os seus correligionários. Em segundo, a pouca força que o "não" poderia ter nesta votação ficaria a dever-se ao descontentamento generalizado que a população portuguesa tem por este governo e até pela classe politica em geral, que tentaria demonstrar através de um voto de protesto.
Os nossos eurocratas não correriam o risco do voto francês, ou seja, um povo que está farto do mecanismo europeu de dar e de nada receber. Na verdade, o grande problema deles é que não existem assim tantos agricultores como eles provavelmente pensavam.
Na verdade, a nossa constituição proíbe o referendo de tratados europeus, provavelmente pelas razões que me deixam apreensivo perante um referendo a este tratado.

15 junho 2007

globalização e globalizadores

Na segunda-feira li Sarsfield Cabral no Público. Não posso esconder que ele é, para mim, um jornalista (ou lá o que ele é faz) de referência, até porque cresci a ouvir a RR.
Mas o que interessa para esta discussão é a analise que ele faz das manifestações do último fim-de-semana na Alemanha. Na verdade, deverá ser uma preocupação de todos, e não só dessa escumalha, o facto do poder económico se sobrepor ao poder politico, retirando ao poder efectivo a pouca legitimidade democrática que ainda podia ter. É um bocado paradoxal eu estar preocupado com este facto, até porque não me tenho por nada democrático, mas se democracias há só uma, ditaduras há muitas. E como eu acho que não existe nenhuma democracia real no mundo, tenho para mim que a minha ditadura é melhor do que aquelas que vigoram hoje em dia no mundo ocidental. Já Churchill afirmava que a democracia é o menos mau dos regimes políticos, mas visto que esta é difícil de implementar, estava ele, certamente, a falar da ditadura dos democratas.
A ditadura do capital é hoje uma realidade em todos os países ocidentais. Os “frutos da globalização”, de que Cabral falou, reduziram bastante a pobreza na Ásia, à custa de uma substituição do poder. Assim o capital daqueles países foi substituído pelo capital estrangeiro, no exercício do poder político. Também a comparação do atraso que ainda subsiste em África com o aparente crescimento asiático é referida. Na verdade, ninguém se esqueceu deles, todos nós queremos o seu crescimento económico, para que possam consumir cada vez mais os nossos produtos. Mas ninguém implanta fábricas em países que não tenham os seus trabalhadores formados. África parece ser o parente pobre da globalização. Os países desistiram da formação profissional das suas população, porque que adquire um mínimo de formação, ou vem para a Europa estudar ou passa a vida a tentar fugir daqueles países.
Mas o mais importante que retive daquele discurso foi o apelo que ele faz aos manifestantes para deixarem de se manifestar contra a globalização, porque é um processo irreversível. Ora bem, podemos analisar estas posições de diversos ângulos. Manifestar-se contra a globalização é, no mínimo, ser-se conservador. São sempre os conservadores que se opõem à mudança, e neste ponto, ao contrário daqueles tontinho, tenho alguma consideração por ser conservador. Tendo em conta que já deve ter havido gente daquela que tenha pensado nisto, a única solução seria apontar um caminho alternativo. Que caminho será esse então? Francisco Louça dá o mote: Foi há oito anos atrás que, entre muitos símbolos válidos, escolhemos o nosso – a estrela. A estrela que aponta em todas as direcções, por todos os povos, todas as culturas. A estrela que, segundo os nossos ideais Europeístas e Internacionalistas, acabará com todas as barreiras e todas as fronteiras. Ser mais global que isto é quase impossível. Não sabendo, estes tontinhos são os maiores apoiantes do processo globalizacional do grande capital. Com o fim das fronteiras, dos povos, das culturas, tudo se resumirá a um único povo, a uma única cultura, a um único capital que controlará verdadeiramente o mundo. Não nos esqueçamos que uma única cultura, um único pensamento conduzirão a um consumo uniforme, pelas modas, direccionada aos promotores da globalização.

Pode ser um processo irreversível, mas quando todos estiverem arrependidos das suas acções e se verificar o estado em que está o mundo, gostava que ninguém me apontasse o dedo, dizendo que nada fiz para alterar a situação, quando na verdade, apenas o nacionalismo combate este processo!

Campanhas...


11 junho 2007

Um argumento esquerdista... ou será que não?

Punir o incitamento ao ódio racial é como assumir que o povo é estúpido o suficiente para acreditar e por em prática tal mensagem... ou será que não?

Ps: tenho andado em exames, bastante ocupado... Até amanhã!

02 junho 2007

Mais Ota...

São «22 factos indesmentíveis sobre o Novo Aeroporto de Lisboa». Depois do livro «O erro da Ota», e usando-o como ferramenta de trabalho, o responsável editorial do trabalho, Mendo Castro Henriques, juntamente com alguns co-autores do livro, elaborou um documento com um conjunto de factos «indesmentíveis». O relatório já foi entregue aos deputados da Assembleia da República para servir de base para o debate com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que irá ao Parlamento falar sobre a Ota no próximo dia 6 de Junho.
1 - Não existe nenhum estudo que indique a Ota como o melhor local para o novo aeroporto.
2 - Em todos os estudos onde a opção Ota foi analisada, foi sempre considerada a mais cara.
3 - A decisão pela localização Ota foi tomada, em 1999, com base num Estudo Preliminar de Impacto Ambiental (EPIA) incompleto e insuficiente.
4 e 5 - Entre os vários descritores usados no EPIA, a Comissão de Acompanhamento do Novo Aeroporto considerou «deficiente» a abordagem feita aos «Recursos Hídricos» e aos «Risco de Colisão de Aeronaves com Aves». Dois pontos usados para eliminar Rio Frio.
6 - O site da NAER não disponibilizou a totalidade dos estudos em Novembro de 2005. Foram omitidos estudos importantes, como o realizado pela ANA em 1994 e que escolhia o Montijo, e cortaram-se partes de outros documentos.
7 - O estudo de 1999, que apenas compara Ota e Rio Frio, não justifica a exclusão da localização Montijo, que até então tinha «ganho» em todos os relatórios.
8 - Os capítulos das conclusões do EPIA da Ota e do Rio Frio são cópias um do outro.
9 - Alguns factos foram deturpados de modo a legitimar a escolha da Ota.
10 - A decisão foi tomada sem que tenham sido avaliadas todas as determinantes: não foi instalado um posto meteorológico na Ota; não foi estudada a implicação da gestão do espaço aéreo; não foram estudados os acessos nem as características dos solos.
11 - A solução «Portela + 1» foi abandonada por causa da escolha da Ota. Todas as restantes localizações são compatíveis com a utilização simultânea da Portela.
12 - A Ota terá uma vida útil muito inferior ao Aeroporto da Portela, que já passou os 60 anos de vida. A Ota pode «viver» 30/40 anos.
13 - O novo aeroporto será pago pelo Estado e pelos contribuintes.
14 - Lisboa ficará menos competitiva. Por exemplo, as taxas de aeroporto serão mais elevadas na Ota.
15 - A TAP será menos competitiva. O processo do aeroporto de Atenas, inaugurado em 2001, é semelhante ao da Ota. A companhia aérea grega declarou falência em 2003.
16 - A privatização da ANA como parte do negócio da Ota, significa dar a uma entidade privada a gestão de quase todos os aeroportos portugueses.
17 - Há factos que obrigam a reequacionar a opção Ota. Cresceram as Low cost. O traçado do TGV foi alterado e passar na Ota obriga a «ginástica».
18 - Não foram criados mecanismos para tributar mais valias nos terrenos da Ota.
19 - O turismo perde. Estudos efectuados mostram uma quebra de 15,6 por cento no turismo de Lisboa.
20 - Por causa da Ota a linha do TGV Lisboa/Porto será apenas para passageiros e não para mercadoria.
21 - O TGV tira passageiros aos aviões.
22 - A área de influência de dois aeroporto - Norte e Sul - é superior à influência de um aeroporto central.

31 maio 2007

A ideia frequentemente admitida, e mesmo ensinada nas escolas, é que a Europa muito deve ao Islão no que concerne ao contributo deste nas ciências, nas artes e na cultura. A César o que é de César!
Vejamos algumas descobertas normalmente atribuídas ao Islão:
Matemáticos Árabes
As bases fundamentais das matemáticas modernas foram estabelecidas, não há centenas, mas milhares de anos antes do surgimento do Islão, pelos Sumérios, Assírios, Babilónios e Gregos que já conheciam o conceito de zero, o Teorema de Pitágoras, bem como numerosos outros desenvolvimentos nesta ciência. Por outra parte, a matemática indiana manifesta-se brilhantemente a partir do século V com Aryabhata, o primeiro grande matemático e astrónomo indiano e aparece independente da dos gregos. Outro matemático indiano, Brahmagupta, é sem dúvida o primeiro, em cálculos comerciais, a usar os números negativos. Emprega os números decimais (grafismo muito próximo dos nossos números actuais ditos "árabes") e principalmente o zero, cujo aparecimento foi um passo gigante na álgebra. A Índia sofrerá as invasões muçulmanas e os árabes adoptarão os trabalhos dos matemáticos indianos. Foi assim que os muçulmanos se apropriaram destes trabalhos indianos em matemática, sendo transmitidos pelos Árabes (Mouros) aquando das suas invasões na Península Ibérica.
Cientistas Árabes
Uma esmagadora maioria destes cientistas (99%) era Assíria que, a partir do século I, começaram a tradução dos conhecimentos Gregos. Interessaram-se pela ciência, pela filosofia e pela medicina. Sócrates, Platão, Aristóteles, e muitos outros foram traduzidos para Assírio, e deste idioma para o Árabe. Foram estas traduções que os Mouros trouxeram para a Península Ibérica e onde elas foram traduzidas para latim. No domínio da filosofia, a Assíria Edessa desenvolveu uma teoria de física que rivalizou com a de Aristóteles. Um dos grandes feitos Assírios do século I foi a construção da primeira universidade do mundo, a escola de Nisibis, que se tornou um centro de desenvolvimento intelectual no Médio Oriente e serviu de modelo à primeira universidade italiana. Quando os Árabes e o Islão invadiram o Médio Oriente em 630, encontraram 600 anos de civilização cristã Assiria, com uma herança rica, uma cultura fortemente desenvolvida, e estabelecimentos de ensino avançados. Foi esta civilização que se tornou a base da civilização Árabe.
Astrónomos Árabes
Com efeito, estes astrónomos não eram Árabes mas Caldeus e Babilónios que, durante milénios, foram cientistas reputados. Estes povos foram arabizados e islamizados à força, de tal forma que, a partir do século V, haviam desaparecido completamente.
Árabes, protectores do património
Esta questão vai ao âmago do que representa a civilização árabo-islâmica. Uma investigação intitulada "Como a Ciência grega foi transmitida aos Árabes", enumera os principais tradutores da ciência grega. Dos vinte e dois discípulos enumerados, vinte eram Assírios, um era Persa e um Árabe.
Islão, religião de tolerância
Os Otomanos eram extremamente opressivos em relação aos não-Muçulmanos. Por exemplo, os rapazes cristãos eram retirados à força às suas famílias, habitualmente com a idade de 8-10 anos, sendo enviados para os Janizaros onde eram convertidos ao Islão e treinados para combater pelo Estado Otomano. A que contributos literários, artísticos ou científicos dos Otomanos podemos nós nos referir? Podemos, em contrapartida, pensar no genocídio de 750.000 Assírios, 1,500.000 de Arménios e de 400.000 Gregos, aquando da Primeira Guerra Mundial, pelo governo dos "Jovens Turcos" de Kemal. Esta é verdadeira face do Islão.
Poetas Árabes
Há muito pouca literatura em língua árabe no que concerne ao período aqui abordado: o Corão é a única peça literária significativa, enquanto que a produção literária dos Assírios e dos judeus era muito importante: em proporção, a terceira produção de escritos cristãos, após o latim e o grego, foi produzida pelos Assírios em síriaco.
Agricultores Árabes
A quase totalidade das técnicas agrícolas praticadas pelos árabes tinham também elas uma origem muito anterior à expansão destes e do Islamismo, podendo ser encontradas quer na Grécia quer no Egipto.
Dívida Europeia?
Malgrado as evidências históricas e arqueológicas, há uma forte tendência em sobrestimar a dívida da civilização europeia no que diz respeito ao Islão. Esta interpretação da história resulta das recomendações (1968) "pela Academia de Investigação Islâmica" que recomendou a publicação e o realce da civilização islâmica em relação à civilização europeia. A primeira vaga de conquista islâmica absorveu as terras cristãs até ao Nordeste da Arménia, a África do Norte, a Península Ibérica, até Poitiers e a Itália, até aos Alpes. Ultrapassou a Pérsia e chegou à Índia. Assim, os muçulmanos estiveram em contacto com as civilizações mais prestigiosas. Contudo, o sentimento de superioridade dos Beduínos conquistadores foi posto a dura prova quando as suas conquistas se depararam com civilizações brilhantes, o que conduziu a uma humilhação constante deles. Esconde-se também a barbárie perpetrada pelos muçulmanos contra os Europeus, nomeadamente na costa portuguesa, onde até pelo menos ao século XVIII era frequente os piratas marroquinos raptarem europeus para venderem como escravos nas suas terras. Falam-nos também das Cruzadas como prova de uma suposta intolerância de cristãos contra muçulmanos. Mas esquecem-se que a chamada Terra Santa já era cristã muito antes de ser conquistada pelos islâmicos, pelo que as Cruzadas não foram guerras de conquista, mas sim de reconquista de territórios ocupados pelos muçulmanos pela força.
Um dos princípios básicos do Islão está enraizado no dogma da perfeição da Oumma, perfeição que a vincula à obrigação consagrada de dirigir o mundo inteiro. Qualquer empréstimo a uma outra civilização é proibido, dado que a perfeição não pode contactar com a imperfeição sem se danificar a si própria. Os muçulmanos, por conseguinte, estão empenhados numa campanha de destruição e de apropriação das culturas e das comunidades, das identidades e das ideias (como demonstra o exemplo da destruição das estátuas budistas no Afeganistão, ou de as de Persépolis, pelo Ayatollah Khomeyni). É um modelo de comportamento que se reproduziu infatigavelmente, desde o nascimento do Islão, há 1400 anos, e que é descrito amplamente nas fontes históricas.
A civilização árabo-islâmica não é uma força progressiva, é uma força regressiva. A civilização islâmica cuja reputação, como já vimos, não se deve aos Árabes ou aos próprios muçulmanos, não é senão obra dos Assírios, de que os Árabes se apropriaram e que, mais tarde perderam, quando esgotaram a fonte de vitalidade intelectual que os havia propulsado, pela conversão obrigatória dos Assírios ao Islão. Quando esta comunidade diminuiu abaixo do limiar crítico, cessou a produção da força intelectual motriz da civilização islâmica. Foi assim que a pretendida "idade de ouro do Islão" terminou.
Desde há 1300 anos, e ainda actualmente, minorias e populações há que lutam pela sua sobrevivência no mundo muçulmano no Médio Oriente (Assírios, Arménios, Judeus, Cristãos), em África (Coptas, judeus, Sudaneses cristãos, Etíopes cristãos, Nigerianos cristãos.), na Ásia (Índia, Paquistão, China) e na Indonésia. Estas populações batem-se contra o imperialismo Árabe e o totalitarismo islâmico, que tentam eliminar todas as culturas, religiões e civilizações. Na frente da desinformação actual, importa que cada um faça o seu próprio trabalho de investigação e que mantenha o espírito crítico.

28 maio 2007

Caros Amigos, A pedido do cómico Mário Lino - entertainer de almoços e de convívios de autarcas do Oeste – estou a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete. A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas. O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: 'pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio'! Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus. ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que não se podendo construir novas devemos aproveitar as que temos, enquanto estão de pé.
Conto convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo! MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.
PS - Lamento informar, mas só estão disponíveis dromedários (1 bossa). Segundo o humorista Mário Lino, os camelos andam por aí à solta...

27 maio 2007

Augusto Santos Silva referiu-se à nova Lei de Televisão dizendo que as alterações visam apenas «inibir os jornalistas de proferir comentários positivos às manifestações de extrema-direita». O autor do blogue Do Portugal Profundo, que foi quem denunciou em primeira-mão o caso da licenciatura de José Sócrates , foi alvo de buscas domiciliárias e detenção. Rui Pereira, que passou o ano de 2006 a fazer comentários persecutórios aos nacionalistas mas que nunca se referiu ao secretismo da maçonaria, foi nomeado Ministro da Administração Interna. Fernando Charrua, o professor que contou uma piada sobre o Primeiro-Ministro a um colega, foi suspenso de funções, sendo a sexta vítima na DREN socialista. Pedro Namora, Felícia Cabrita, Manuela Moura Guedes, e Catalina Pestana sofreram na pele a "liberdade de expressão" e já foram à vida - todos tiveram papel importante na denúncia dos contornos do caso Casa Pia. Um dia depois da nomeação de Maria José Morgado para o DIAP, cinquenta nacionalistas foram alvo de buscas e detenções, dez desses nacionalistas foram presentes ao TIC e - passados três anos do início do inquérito - ficam sujeitos a fortes medidas de coacção que vão desde a prisão preventiva às apresentações periódicas às autoridades. Elementos violentos da extrema-esquerda, bem como suspeitos de pedofilia, de tráfico de droga, e de assassinatos, são detidos em flagrante delito, presentes ao TIC, e libertados com Termo de Identidade e Residência! Durante os dois dias em que os nacionalistas aguardavam ser ouvidos no TIC são feitas várias alusões ao facto do PCP ter efectuado diversas reuniões com os orgãos judiciais, nos últimos meses, com o propósito de pressionar o sistema a actuar contra os nacionalistas. Na verdade o clima de impunidade para alguns e perseguição política para outros, mais visível desde que o governo socialista chegou ao poder, assemelha-se ao periodo conhecido como PREC. Foi uma altura em que Portugal era governado pelas forças anti-democráticas, ligadas ao PCP, que os portugueses não escolheram nem elegeram. Estaremos hoje, mais de 30 anos depois, a precisar de um novo 25 de Novembro?

By Strasser

25 maio 2007

Compensar, lá vai compensando

Sublinhados a vermelho os clubes que, segundo o sindicato de jogadores, devem salários aos seus jogadores.

24 maio 2007

Apagar Portugal dos livros de história

Todos sabemos ao que vem Pina Moura, como outros que antes dele, beneficiaram do dinheiro estrangeiro para facilitar a compra de Portugal, o amolecimento das suas gentes, desde os escalões mais baixos aos mais altos da administração pública.
Joaquim Pina Moura, o conhecido político, lutador revolucionário, opositor ao antigo regime, ministro das finanças, administrador de multinacional, e que é agora o administrador da Média Capital (que controla a maior estação de televisão portuguesa, a TVI) seria certamente o rosto adequado.
De pouco adianta, falar sobre a verticalidade e a honestidade de tão elevada pessoa, que nos corredores do Largo dos Ratos, é por muitos acusado de ser capaz de vender a própria Mãe, se o preço for certo e as condições adequadas.
De nada vale falar sobre a verticalidade intocável de Pina Moura (como não vale a pena falar sobre a verticalidade dos irmãos metralha), nem vale a pena falar sobre a sua profundidade intelectual, que é equiparável á do Pato Donald.
Todos sabemos ao que vem Pina Moura, como outros que antes dele, beneficiaram do dinheiro estrangeiro para facilitar a compra de Portugal, o amolecimento das suas gentes, desde os escalões mais baixos aos mais altos da administração pública.
Pina Moura, é evidentemente o homem dos espanhóis e quem tivesse dúvidas, provavelmente já não as tem.
Manso, viscoso, bem falante, contemporizador e a tresandar a perfume caro, para esconder o facto de não ter o hábito de tomar banho, Moura é o tipico “portuga” seboso que pensa primeiro no bolso, e só depois no resto, doa a quem doer e lixe-se quem se lixar. Moura, é o típico Dantas de Eça de Queiroz, com a provável falta da brilhantina.
Se isso era evidente quando a multinacional espanhola Iberdrola o contratou, para assim facilitar o seu acesso à organização comercial de “loby” que tem sede no Largos do Ratos em Lisboa, mais evidente é agora, depois que os espanhóis convenceram Pais do Amaral (outra Madalena, não arrependida) a entregar o controlo do grupo Media-Capital, ao grupo maçonico-iberista «PRISA» cujos promotores estão entre aqueles que pretendem criar a Grande Pátria Hispana, agregando Portugal, como apêndice adicional, na política final de conquista empreendida pelos espanhóis, desde que Franco iniciou a chamada política de promoção da «Hispanidad» que tem como um dos seus objectivos assassinar Portugal, transformando-o num apêndice da grande Pátria Castelhana.
Durante muito tempo, os planos dessa corja de espanhóis que odeiam Portugal, foram progredindo mais ou menos encapotados, porque o pudor de alguns dos portugueses que colaboraram com a Máfia “Polanquina” ainda os impedia de abertamente mostrar ao que vêm, demonstrando o seu ódio por tudo o que é português.
Podemos afirmar que o fim do pudor, começa com José Saramago, cujo prémio Nobel foi alegadamente comprado a peso de Ouro pelo grupo PRISA. Saramago foi dos primeiros a perder a vergonha e a falar pela voz do novo dono.
É do interesse da Patria Hispana, do grupo PRISA e dos Franquistas espanhóis que se escondem no Partido Socialista espanhol (como muitos salazaristas se esconderam no Partido Socialista em Portugal) que sejam os próprios portugueses a criticar, a apoucar, a ridicularizar e a humilhar o seu próprio país.
Como nos processos de destruição e Étnocídio que a Pátria Hispana promoveu na Península Ibérica, contra galegos, catalães e bascos, é preciso que os portugueses tenham de si a pior imagem possível, como acontece presentemente com a maioria dos galegos, que têm até vergonha de dizer de onde vêm, e que se ridicularizam com anedotas, para serem aceites pelos castelhanos.
Saramago, o comunista defensor confesso de ditaduras criminosas e agente da censura em 1974/1975 enquanto ocupou funções de censor e comissário político no Diário de Noticias, onde o seu lápis vermelho assassinava as consciências que dele discordavam, começou a vomitar aquilo que são as suas já tradicionais diatribes contra Portugal e contra os portugueses, afirmando que o país está decadente, ou não fosse ele próprio um sinal dessa decadência, um bolsa pútrida de pus fétido, que brota da ilha de Lanzarote para nos sujar e conspurcar.
A última declaração de Saramago, afirmando que Portugal já não tem razão de existir, é aliás demonstrativa disso.
Como Saramago, (embora a outro nível), o novo Cristóvão de Moura, e muitos outros, estão seduzidos pelas “Luces” da capital castelhana, elevados temporariamente (e enquanto forem úteis) ao estatuto de “astros” enquanto Portugal existir e lhes puder colocar problemas aos seus planos xenófobos.
O grupo PRISA, continua a sua imparável subida para o poder absoluto, controlando, chantageando jornalistas e utilizando todo o tipo de pressões legítimas e ilegítimas para controlar a “sua” verdade, especialmente na América Latina, onde a não existência de entidades reguladoras fortes, permite ao grupo de Polanco, impor o seu Diktat.
Em Espanha, a pressão do grupo PRISA atingiu um nível tão elevado mesmo sobre os seus próprios correligionários do PSOE da linha de Zapatero, que segundo a imprensa daquele país, o actual primeiro ministro se prepara para criar condições para o aparecimento de um novo grupo de comunicação social também controlado pelo PSOE, mas que seja menos poderoso, menos interventor e menos influente.
O controlo da TVI pelos espanhóis, porque Pina Moura não será – exactamente como na Iberdrola – mais nada que um palhaço bem pago, é uma (mais uma) machadada profunda em Portugal e na Ideia de Portugal.
A estação de TV, que nasceu cristã e acaba maçónica, mas que manterá a sua característica principal.
A toda a hora, nos seus blocos de notícias, a TVI transmite e transmitirá cada vez mais, peças a mostrar todos os problemas do país, todos os nossos pobres, todos os nossos mendigos, todos os nossos órfãos, todos e cada um deles terão pelo menos os seus 5 minutos de fama e de audiência na TV da Pátria Hispana.
Mas a transmissão de notícias sobre todos os podres e todas as desgraças - como se o país fosse apenas um mar de desgraças – será entremeada por notícias sobre os grandes triunfos da Espanha, essa grande nação, luz do Sol na terra, qual União Soviética para Alvaro Cunhal. Essa Pátria comum de todos os Espanhóis – e os portugueses são espanhóis por direito.
A seguir, como já tem acontecido, dá-se a entender que se fossemos espanhóis, automaticamente desapareceriam as notícias sobre a miséria, os podres portugueses, para imediatamente sermos todos ricos e anafados, hablando la hermosa habla hispana.
Não importa se a Espanha também tem pessoas a morrer de fome pelas ruas (como aconteceu à pouco na Galiza), não importa que os portugueses sejam explorados como cães e tratados como animais de carga pelas empresas espanholas, só porque são, E ESPECIALMENTE PORQUE SÃO portugueses. Não importa que os espanhóis nos odeiem por razões étnicas e históricas. Nada disso importa.
A TVI, fará os possíveis para nos fazer uma limpeza cerebral. Para isso recorrerá a todos os meios, legais ou ilegais, morais ou imorais, mostrará pedofilia e prostituição, inventará escândalos se for necessário.
À sua frente, estará um novo Cristóvão de Moura, um homem com “h” pequeno, e sem qualquer tipo de escrúpulos honradez ou moral. Por detrás está o dinheiro interminável do tenebroso grupo PRISA, do Franquismo disfarçado e do imperialismo da Pátria Castelhana. Uns e outros estão unidos por objectivo muito simples:
DESTRUIR A NOSSA CULTURA
VARRER PORTUGAL DO MAPA
APAGAR PORTUGAL DOS LIVROS DE HISTÓRIA
Brites de Almeida

21 maio 2007

Caixa Geral de Depósitos - Os Vampiros do Século XXI ou o Socialismo Moderno?

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituiçãobancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços,incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização eeficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissãode despesas demanutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médiosuperior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez equase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD pordeterminação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses quevivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencheros requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrirpara acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões a vir exigir a quem malconsegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhechama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismoselvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquíciode decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eisos administradores de sucesso.

Mais uma visita obrigatória

OTA NÃO!

17 maio 2007

Estabilidade, não sabem o que é?

A proposta de divorcio unilateral é apenas mais um ponto a acrescentar àqueles que nos últimos anos nos têm imposto. Se há estatística que Portugal se pode orgulhar é do número de divórcios existentes, muito poucos. Lembrem-se que nos EUA não existe divórcio unilateral e mais de metade dos casamentos acaba desfeito.
Julgam-se donos da verdade absoluta. Talvez saibam que a familia, sendo base da sociedade, potencia comportamentos estaveis nos jovens, o que não acontece quando esta é deficiente..
Parece-me que quanto mais instabilidade existe, mais quero impor a minha instabilidade, no meio desta instabilidade, tornando este antro num país mais estável...

12 maio 2007

Seremos mesmo assim?

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade da passagem é para o carro e não para o peão.
Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados.... igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO in Público

10 maio 2007

08 maio 2007

O melhor do 4/25

Segundo a melhor imprensa, no passado dia 25 de Abril, associando-se ao espírito da data, um numeroso grupo de cidadãos da nossa mais promissora juventude transformou a zona do Chiado numa espécie de subúrbio francês em noite de revolta.
Tudo se passou muito rapidamente. Como constava das convocatórias, os militantes concentraram-se e andaram ali pela Praça da Figueira e Rossio, subindo até ao Camões. Pelas ruas do Carmo e Garrett e Largo Camões, paredes foram grafitadas e arremessados sacos de tinta para as montras, aterrorizando turistas, lojistas e transeuntes. Cerca de 150 pessoas, extremistas com simbologia anarco-libertária, pertencentes a movimentos anti-globalização, participaram na marcha não autorizada. Ao longo do percurso partiram montras, roubaram mercadorias de lojas e pintaram graffitis nas paredes. Interpelados pela PSP, agrediram os agentes e atacaram à pedrada os carros-patrulha. Grupos de indivíduos de cara tapada com gorros e capuzes, ostentando barras de ferro e até cocktails molotov, obrigaram os agentes policiais a pedir reforços. No Rossio, e perante a iminente tentativa de invasão da sede do Partido Nacional Renovador (um impulso magnífico de idealismo e coragem!), a PSP foi forçada a intervir. Os manifestantes chegaram a disparar dois very-lights. Cinco polícias foram assistidos no hospital após terem sido agredidos.
Finda a intervenção policial tinham sido apreendidos 26 barras de ferro e de madeira, 21 paus de bandeira, três cocktails molotov. Foram detidos nove homens e duas mulheres, entre os 20 e os 30 anos.
No conjunto, e assim de repente, a PSP encontrou mais armamento numa rua de Lisboa do que a PJ tinha encontrado nas dezenas de buscas domiciliárias da heróica saga de combate anti-fascista que foi celebrada há dias.
No dia seguinte, os detidos foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal e saíram em liberdade e em glória com a medida de coacção mínima. O carácter espontâneo, pacífico e bem intencionado destas acções ficou por demais clarificado aos olhos de toda a gente.Indignadamente, já na imprensa se fez saber que haverá processo: contra os polícias que assim perturbaram tão meritória e generosa empresa dos pacatos cidadãos vítimas da brutalidade policial. A comoção alastra. Alguns dos jovens tinham hematomas!
Associamo-nos ao clamor geral. A bófia tem que saber com quem se mete.

A mais pura das verdades

A mais pura das verdades causa polémica porque se continua a considerar que tudo o que foi utilizado pelo nacional-socialismo na Alemanha está, à partida errada. Eu sou contra esta lei do tabaco, mas quem está contra já argumentou as medidas antitabágicas do governo NS alemão, as primeiras do mundo, por acaso...

01 maio 2007

Contos Proibidos: Disponivel em PDF

Meus amigos, ainda se lembram das trapalhadas do "Fax de Macau" com o Melância, 50mil contos etc, etc..? Pelo meio havia um deputado do PS que tb foi apanhado no rol: RUI MATEUS E no inquérito efectuado foi considerado culpado... Pois este deputado, fud... com o resultado do inquérito escreveu um livro logo a seguir, em 1995: Contos proibidos - Memórias de PS Desconhecido. Livro esse que que foi retirado de publicação, e nunca mais publicado!
Nos Alfarrabistas, já houve quem desse 20 contos pela antiguidade. Pois esse livro está disponivel na Net. Um sujeitro colocou-o lá. Para quem quiser ler o livro e fazer o download, estão em baixo as instruções e o link dado pela pessoa que o colocou na net.
É um livro que conta toda a história do PS desde a sua fundação em 1973 até 1996, altura em que foi escrito. Foi escrito por Rui Mateus, que ajudou a fundar o PS com o Mário Soares e outros, mas depois foi afastado. A digitalização não está grande coisa, mas dá para ler. Aproveito para informar que o primeiro e talvez o segundo capítulo são um pouco "chatos" ou difíceis de ler, o que pode desmotivar a leitura dos restantes. No entanto, à medida que se avança, começa a haver relatos de jogos de poder e aldrabices, envolvendo as mais conhecidas personalidades do PS. Relatos esses muito bem referenciados (livros escritos por outro autores, jornais, revistas, actas de reuniões, etc.) e com cópias de documentos nos anexos do livro, que os tornam credíveis (ou pelo menos confirmáveis). E tornam o livro muito interessante. Em anexo envio um ficheiro com todos os passos do download.

- Quando a página abrir, clique na caixa "Free".
- Aguarde que a contagem decrescente chegue ao fim
- Seleccione uma das quatro opções de download (não sei qual é a diferença)
- Preencha a caixa a seguir à palavra "here:" com os caracteres que vir na imagem
- Clique na caixa que diz "Download from ..."
- Inicie o download


Casa Pia

Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em "àguas de bacalhau". É incrivel a passividade do povo português face a este escândalo da pedofilia. Tem que se fazer justiça!

«Hugo Marçal está em vias de ser admitido a frequentar o curso de auditor de justiça do Centro de Estudos Judiciários. O nome do arguido no processo de pedofilia da Casa Pia vem publicado no Diário da República de ontem, entre centenas de candidatos a frequentar a escola que forma os juízes portugueses. Mas ao contrário dos outros, Hugo Marçal não vai prestar provas. Pelo facto de ser doutor em Direito - grau académico que terá obtido em Espanha - está por lei «isento da fase escrita e oral» e tem ainda «preferência sobre os restantes candidatos». Resultado: o advogado de Elvas está na prática à beira de ser seleccionado para o curso que formará a próxima geração de magistrados. O nome de Hugo Manuel Santos Marçal surge na página 4961 do Diário da República, 2.ª série, com o número 802, na lista de candidatos a ingressar no CEJ. Se concluir o curso com aproveitamento e iniciar uma carreira nos tribunais - primeiro como auditor de justiça, depois como juiz de direito - Marçal terá também o privilégio de não ser julgado num tribunal de primeira instância.»

Dedicado ao mundo contemporâneo

Era uma vez um passarinho
Que estava no seu ninho
E queria imitar
A mãe passara e voar
Subiu para a borda
Bateu asas e começou a cantar!

Ao subir à borda, um galho partiu
E o pobre passarinho caiu
A erva no chão estava fria
Tudo pensava que o passarinho morria
e o frio do orvalho
Pôs o pobre pássaro a cantar como o caraças

Mas perto havia bosta quente
E de vaca, certamente
E um cão ali passou, o passarinho ajudou
Pô-lo em cima da bosta
E quente e contente o pássaro cantou!

Mas a raposa ressacada
Sem pequeno-almoço, sem nada
Comeu o passarinho
E achou-lhe um figuinho
E quem viu não gostou
E a raposa então de gozo cantou!

E a moral desta história
Vos garanto que não é mentira
Nem inimigo é quem na bosta te põe
Nem amigo é quem dela te tira.
E se num dia de azar
Por ventura à bosta fores ter
Não cantes como o passarinho
Que como a ele te podem comer!

30 abril 2007

Mais uma...

Jovem recém-licenciada nomeada administradora

A Administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano (CHNT) ficou completa a partir do início deste mês depois da nomeação de Cláudia Miranda como vogal executiva da mesma Administração.
Cláudia Miranda ainda não tem 20 anos e em termos de currículo está a construí-lo, muito ajudando a actual nomeação política para o lugar de administradora do CHNT.

No seu currículo sobressaem as funções de professora substituta do Instituto Politécnico de Bragança, onde seria obrigada a deixar lugar depois de o respectivo titular regressar.
A nova administradora vai auferir o vencimento de 3 000 euros (600 contos) líquidos, acrescidos de automóvel, combustível, telemóvel e algumas despesas de representação. Entretanto, perspectiva-se já que esse vencimento venha a subir para 800 contos líquidos em virtude o actual vencimento ainda corresponder à categoria dos vogais da administração do antigo Hospital de Bragança e não à categoria de vogal de um Centro Hospitalar.
Porque é que uma jovem sem currículo é nomeada para lugar, de tanta responsabilidade, a avaliar pelo vencimento e mordomias?

Será pelas suas eventuais futuras relações matrimoniais com o actual líder distrital da JS?

Pela ideia que nos 'venderam' dele, não nos parece rapaz de deitar a perder as suas convicções políticas por tão pouco!

Mas por que será, então?

Não conseguimos apurar.

Objectivamente é o que podemos dizer.
Só para terminar, já está a ganhar como vogal da Administração desde os
primeiros dias de Fevereiro, mas ainda não se apresentou ao serviço!

21 abril 2007

Novas Oportunidades

Clicar para ver melhor

Masacre na Virginia...

De notar que após este caso os politicos da nossa praça aproveitaram para discutir o livre acesso às armas, em vez de apreciarem como esta sociedade foi capaz de criar um monstro daqueles...

19 abril 2007

A prova dos bolsos

Maioria dos Portugueses quer o regresso dos escudos.

Já o tinha dito em 2002: "o que no ano passado significava 100 escudos, este ano vale 1€, i. e., 100 cêntimos..."

17 abril 2007

Não se pode ser solidário?

Hoje fui assistir a uma conferencia na Universidade de Aveiro sobre voluntariado e acção social. Tudo muito bonito e tal, mas o que teria acontecido se eu apenas dissesse que era nacionalista? E que mesmo assim sou voluntário em pelo menos dois projectos de acção social... Houve um orador que ainda disse que era melhor apoiar os países pobres do que deixar os seus habitantes virem para a Europa. Claro que antes resalvou expressamente que não era nacionalista. Vá-se lá saber porquê...

16 abril 2007

Justiça ou Inveja?

Jorge Vasconcelos 'bateu com a porta'. Mas o presidente da Entidade Reguladora do Serviços Energéticos (ERSE) não vai de 'mãos a abanar': vai receber 12 mil euros por mês até encontrar um novo emprego. Vejam esta notícia em pormenor no Correio da Manhã... O escândalo é óbvio. Mas vejamos mais pormenores:
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil Euros mensais mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil Euros, seriam mais de 3600 contos, ou sejam mais de 120 contos por dia. O senhor Vasconcelos não foi despedido. Ele demitiu-se, (despediu-se por vontade própria) e fica a receber dois terços do ordenado durante dois anos, os tais 12 mil Euros por mês). Qual é o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for? Além disso, "Questionado o Ministério da Economia, uma fonte oficial adiantou que o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria entidade ". E "De acordo com artigo 28º dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar dos presentes estatutos "".
Mais: "Jorge Vasconcelos foi presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desde a sua criação". Ou seja, o senhor Vasconcelos e amigos criaram este esquema para eles próprios, tendo o estatuto de gestores públicos, excepto quando os seus próprios estatutos são ainda mais vantajosos (que é o caso quando se demitem do cargo).
E o que é a ERSE? "A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético". Mas para fazer cumprir a lei não basta o Governo, os Ministérios, os Tribunais, a Polícia, etc.? "Após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço." Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? O senhor Vasconcelos demitiu-se porque não concorda que o Governo tenha decretado que a electricidade suba uns escandalosos 6% no próximo ano. Ele e a sua ERSE tinham proposto uns ainda mais escandalosos 14,4%. Certamente seria, entre outras coisas, para cobrir mais umas benesses dos administradores da ERSE.
Alguns comentários à notícia, no sítio do Correio da Manhã, na Internet: Bem, o Senhor Primeiro Ministro deveria ter vergonha: pois tem alguém no desemprego que ganha mais que ele. Isto é mais uma das vergonhas deste desgraçado PAÍS. É certo que este Senhor tem valor. Mas penso que não ganharia isto em nenhum outro país da EUROPA. Viva Portugal, enquanto der...
Se a demissão implicasse passar a receber o rendimento mínimo ainda lá estava agarrado que nem lapa à rocha.
Ora aqui está um exemplo de um homem de coragem que não tem medo de perder o emprego. Nessas condições ninguém tem. Mais uma, para não perder o hábito...

Recebido por e-mail

11 abril 2007

A cavalo dado, não se olha o dente...

Deus perguntou aos Gregos:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não matarás!
- Não, obrigado. Isso interromperia a nossa sequência de conquistas.

Então Deus perguntou aos Egípcios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não cometerás adultério!
- Não, obrigado. Isso arruinaria os nossos fins de semana!

Deus perguntou então aos Assírios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não roubarás!
- Não, obrigado. Isso arruinaria a nossa economia!

E assim Deus foi perguntando a todos os povos até chegar aos judeus:
- Vocês querem um mandamento?
- Quanto custaria?
- É de graça.
- Então manda dez...

Coincidências e consequências

A Universidade Independente já fechou, agora vejamos o que acontecerá ao seu camarada...

Sr. Engenheiro


Não entando muito bem esta polémica, mas tenho a sensação que nasce do Portugal que nos foi herdado. Fala-se muito da herança Salazarista que ainda hoje vigora, mas nestas coisas que enchem as páginas dos jornais são fruto do Portugal que nos deixaram os libertinários. Um país que vive das aparências e dos títulos. Já parece o século XIX. Agora porque o homem afinal não é engenheiro já não pode ser primeiro-ministro? Uma das melhores lições que tive nos últimos tempos foi de um salazarista que me disse o quanto não valem os títulos antes do nosso nome. Devemos procurar sempre a humildade denos caracterizarmos como pessoas, portugueses, etc. e não como doutoures, engenheiros, arquitectos e outros que tantos... Acho que as pessoas só olham para o que as pessoas são, e os olhos que vejo em Portugal parecem sempre dois cifrões. Sinto pena de viver num país onde isto acontece. Devemos avaliar os outros pelo que fazem e não pelo que são, e a melhor avaliação somos nós que a fazemos. Quanto a mim, não me importava que alguém com a 4ª classe estivesse no governo. Se calhar as coisas não estariam tão mal.


Confesso que o primeiro contacto que tive com engenheiros foi com o famoso Eng. Paços de Ferreira, a tal personagem do Herman Enciclopédia, que era o responsável pela Expo 97. Parece que depois da expo, ninguém se lembrou de ir ver onde ele tirou o curso...

10 abril 2007

Culturalmente Falando

Acerca da política cultural da Camara Municipal do Porto, escreveu um camarada portuense:

Um artigo do jornalista Luis Costa – que, parece, não tem qualquer simpatia política por Rui Rio – compara a pobreza da actividade cultural do Porto, com aquilo que, em Lisboa e na mesma área, se vai fazendo. Vejamos as diferenças apontadas. O jornalista refere, por exemplo, a agitação multicultural do Bairro Alto, os concertos da Gulbenkian, os serões de S. Carlos, as exposições do CCB, os concertos do Pavilhão Atlântico, as tardes do Parque das Nações, as sessões no D.Maria II, na Comuna, e na Barraca, as Docas, o Luca e a Bica do Sapato e o sushi do Estado Líquido. A comparação com o Porto é deprimente: o desfile dos Pais Natais, o Grande Prémio dos Calhambeques, e o ajuntamento dos carros de bombeiros. Os anunciados espectáculos do La Feria. E, por fim, a jóia da coroa, a exposição de criselefantinas, dita a melhor e a mais completa do mundo na sua expressão plástica. Sem deixar de ter razão, o jornalista esquece que, hoje, o Porto é uma cidade pobre. E a cultura, que sempre foi de elites, não passa sem dinheiro, que os portuenses não têm e que parece não faltar ao multiculturalismo da capital (moçárabe, disse o jornalista). Ouvir cantar a “Cármen”, no nosso Coliseu, pode custar 50 euros e, por isso, não irei, para meu mal. As razões, independentemente da efectiva má política cultural do nosso autarca, são bem outras e têm a ver com a forma como, drasticamente, o nosso nível de vida baixou. Resta-nos, ainda e felizmente, Serralves, a Casa da Música, o Bull & Bear, o comércio alternativo da Rua do Almada, o Estádio do Dragão, o Palácio da Bolsa, o Fantasporto e as galerias de Miguel Bombarda. Muitos sítios onde gastar o dinheiro que não tenho.

Mais um inimigo...


09 abril 2007

Mais OTA

À medida que os estudos sobre a Ota vão sendo feitos e que mais e mais voulendo sobre o assunto, as minhas dúvidas vão-se progressivamente dissipando. Receio que estejamos na iminência do maior embuste jamais vendido aos portugueses.
O Governo agradece que o país ande tão entretido a discutir o aborto e que tudo o resto lhe passe, entretanto, ao lado. Neste resto, inclui-se o aeroporto da Ota, que lá vai fazendo o seu caminho através dos estudos preparatórios e da promoção junto da opinião pública, confiada a uma conhecida agência especializada em campanhas políticas e defesa da imagem de empresas públicas ou semipúblicas mal geridas. No final, a ideia é apresentar-nos a Ota como necessidade vital e facto consumado.
É preciso, pois, que os portugueses percebam, enquanto ainda é tempo, o quenos estão a preparar. A Ota é um projecto ruinoso, errado e prejudicial, sobretudo para Lisboa e para os utentes do seu aeroporto.
Nem Lisboa nem Portugal precisam de um novo e gigantesco aeroporto. Precisam, quanto muito, apenas de um aeroporto alternativo, pequeno ebarato, para as «low cost» - de forma a desanuviar a Portela e deixá-la simplesmente para as companhias regulares, assim assegurando, por exemplo, a sobrevivência da TAP face à concorrência imbatível das «low cost». É isto que se está a fazer em Espanha, em França, na Alemanha, na Inglaterra, países onde os grandes aeroportos 'regulares' têm um movimento muito para além daquilo que a supostamente 'saturada' Portela jamais teve ou terá.
A construção da Ota juntamente com o TGV vai liquidar as ligações aéreas Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid, que representam actualmente 12% do movimentoda Portela. Vai retirar de Lisboa turistas e viajantes de negócios. Vai pôra capital uma hora mais longe da Europa e do mundo. Vai dificultar a vida atodos os passageiros de Lisboa e do Porto. E vai, fatalmente, custar uma fortuna incalculável ao país - que o Governo disfarçará, através daprivatização da ANA e das receitas do novo aeroporto e do de Faro (os únicos rentáveis), de que o Estado vai abdicar a favor dos privados durante gerações, para assim se poder enganar os tolos dizendo que praticamente não há custos públicos envolvidos.
Na semana passada, tropecei num artigo do 'Jornal de Negócios' daqueles quefazem logo desconfiar à légua. Baseando-se num dos estudos em curso sob a alçada da NAER (a empresa da Ota), nele se analisavam os impactos previstospara o turismo e decorrentes da construção do novo aeroporto, concluindo-se que a Ota "deverá gerar cerca de 1100 milhões de euros para o turismo nacional, que terá um acréscimo de 7,35 milhões de dormidas com a nova infra-estrutura".
Dito assim, deve ter impressionado os incautos; analisadode perto, percebia-se que se tratava de uma aldrabice pegada - não sei se do estudo, se do jornal, se da agência de comunicação ou se de todos juntos. Vale a pena olhar, para se entender a forma como nos estão a impingir a Ota.
Basicamente, o estudo prevê que as entradas de turistas continuarão acrescer indefinidamente ao ritmo de 1,5% ao ano, o que fará com que em 2020se atinja os 23,5 milhões. Então, fizeram-se as seguintes contas: se em2017, quando a Ota entrar em funcionamento, a Portela (que, entretanto,continua sempre em expansão) estará já a responder por 16 milhões depassageiros, os 7,35 milhões que faltam até chegar aos tais 23,5 milhões em2020 serão atingidos graças à Ota. Os pressupostos em que assenta esteraciocínio são hilariantes: primeiro, que todos os turistas que entram emPortugal o fazem por via aérea (na realidade, são apenas 42%) e, segundo,que todos eles, rigorosamente todos, chegarão através do aeroporto da Ota.Mas há mais e igualmente anedótico, se não fosse grave. A certa altura, o estudo tem de reconhecer que, segundo os inquéritos que terão sido feitos, também há turistas que deixarão de vir a Lisboa, com um aeroporto situado a55 km da cidade: "apenas 14%", escreve o jornal. Apenas? Saberão eles que ogrande crescimento do turismo se tem situado justamente em Lisboa? Pouco importa: informam-nos que isso será compensado com "o aumento do fluxo de turistas na Região Oeste e na Comporta (?), por exemplo". Sejamos entãosuficientemente crédulos para acreditar que os quase 900.000 turistas/ano que o próprio estudo reconhece que deixarão de vir a Portugal e a Lisboa, devido à localização da Ota, serão amplamente compensados por outros que só cá virão para desembarcar na Ota e ficar logo por ali, ou então para ir àComporta, que fica 55 km mais longe! Estarão a brincar connosco?
Entretanto, saiu outro estudo encomendado pela NAER e este, compreensivelmente, tratado com toda e discrição possível. Trata-se do'Relatório Final da Análise de Terraplenagens', encomendado à empresa deconstrução californiana Parsons, actualmente com grandes obras em curso noIraque. São 59 páginas de 'engenharia pesada' para um leigo na matéria, como eu. Mas, avançando devagar e em esforço, é possível reter as principais conclusões. Já se sabia que o futuro aeroporto da Ota tem um 'problemazinho' com aexistência de uma serra com 660 metros de altura a norte do enfiamento da pista principal - o que só consente duas soluções: ou se arrasa a serra ouse põe os aviões a fazer manobras escapatórias assim que levantem do chão.
Já se sabia que, em termos de segurança de voo na aproximação às pistas, aOta, devido aos ventos dominantes e outras condicionantes, irá ter fatalmente uma baixa classificação de segurança, em contraste com a Portela, que tem uma excelente certificação internacional.
Agora, através do relatório da Parsons, ficamos a saber outras coisas sobrea Ota. Por exemplo, que "a área do novo aeroporto se situa numa região deforte risco sísmico, na Zona A do zoneamento sísmico nacional (falha do Vale Interior do Tejo)". Por exemplo, que será necessário desmatar 1100 hectares de terreno arborizado e remover biliões de metros cúbicos de terras.
Bem pior, que o terreno é todo ele alagadiço e atravessado por três ribeiras (uma das quaisterá de ser desviada), o que leva os engenheiros a afirmar que "pelas suas características geomecânicas desfavoráveis e condições hidrológicas associadas, é particularmente condicionante do tipo de ocupação prevista, delimitando a sua ocorrência zona de risco e exigindo a adopção de disposições de estabilização". Acontece, de facto, que, para azar dos obreiristas, os terrenos da Ota são integralmente compostos por areia,argilas e lamas, fazendo prever que, após as obras de terraplenagem, "otempo de consolidação, sem contar com o factor sísmico, possa variar entre25 e 110 anos". Mas, há solução: os engenheiros chamam-lhe "colunas de brita" - é cara, complicada e vai durar, só ela, dois anos e meio.
E assim vai a Ota. Quando comecei a seguir de perto a questão, a minha grande dúvida era saber se Lisboa e o país precisavam realmente de um novo aeroporto ou se estávamosperante um gigantesco negócio de favor, em benefício de poucos e comprejuízo de todos. À medida que os estudos vão sendo feitos e que mais emais vou lendo sobre o assunto, as minhas dúvidas vão-se progressivamente dissipando. Receio que estejamos na iminência do maior embuste jamais vendido aos portugueses. Oxalá eu esteja enganado!

08 abril 2007

E a União Soviética ficava aonde?

Diz o El Mundo acerca da eleição de Salazar como melhor português: El fundador de 'O Estado Novo', fascista portugués y cabeza de la dictadura europea más prolongada del siglo XX ...

Palavras para quê?

Porque estive ausente...

Porque tive dois motivos para isso.

Até dia 31 andei atarefado a arranjar patrocinios para o FITUA (Festival Internacional de Tunas da Univerdidade de Aveiro).

Depois tive as missões em Moita de Anadia, que me ocuparam até hoje de manha. Sobre isso tenho mais que falar. Depois vou colocar umas coisas sobre as missões!

E Agora de volta ao ritmo Normal.

Paixão



by Coro da Juventude de Schoenstatt Lisboa

27 março 2007

GP Salazar

Aparte daqueles comentários que camaradas fizeram acerca da vitória de Salazar, das coisas que se disseram acerca das reacções, principalmente aquela possível dictomia de discursos acerca de uma hipotética vitória de Cunhal, acho que já tudo foi dito. Apraz-me então dizer a democracia simplesmente não funciona. Bem que queria perder os próximos capítulos!

Rigor Histórico

Para quem muito fala do rigor histórico do Museu Salazar, ou do Estado Novo, resta-me apenas dizer que nem sequer é preciso mentir para não se ter rigor histórico. Basta omitir. E, na maior parte dos casos ninguém dá por isso, porque esses factos sempre foram omitidos. Talvez seja a altura de aparecer um Museu com uma nova "Verdade"...

22 março 2007

Memórias de Angola

Acerca de um site que fala sem complexos da situação em Angola antes de 74, lembrei-me de um texto que fiz há uns anos sobre a guerra colonial.

Nunca percebi muito bem toda a temática acerca da guerra colonial. Vendo bem as coisas, nem sequer existe um consenso sobre um aspecto básico, a sua forma. Há quem argumente que se tratou de uma guerra (com todas as letras) entre uma população de metrópole e uma população de colónias. Há quem diga que se tratou de uma guerra civil (o que eu nem vou comentar) é quem afirme que a palavra guerra não é adequada e prefira o termo guerrilha. Confesso, ou melhor, penso que se tratou de uma guerrilha. Estamos a falar de uma luta armada contra grupos rebeldes, que não se caracterizou pela conquista de terra ou localidades, mas sim pela presença de soldados portugueses para garantir a estabilidade dos territórios e a segurança dos portugueses que lá residiam.
A guerra, pelo que sei, era composta na sua essência por embocadas às posições inimigas.
Na escola, e também na comunicação social, trata-se a "guerra colonial" como uma loucura do lunático, do velho senil Salazar, quando na verdade os soldados portugueses iam para as colónias para garantir a segurança e sobrevivência dos portugueses que lá viviam e trabalhavam, atacando, claro está, quem ameaça-se essa segurança.
Resta-me dizer que a "guerra" colonial não começou com o envio de tropas portuguesas para África, mas sim com o massacre de milhares de portugueses e autóctones. Não haveria justificação ou até mesmo legitimidade para intervir numa situação destas?
Felizmente ainda existem portugueses que devem a sua vida aos soldados que se sacrificaram a combater para os defenderem e ainda sentem as chagas do sofrimento que passaram porque uma bando de desertores do exercito decidiu dar, sem lei nem autoridade, a independência a essa gente, que quando se apanhou com ela, a primeira coisa que fez foi expulsar os portugueses das suas terras e a segunda foi começar guerras mais longas e sangrentas que a própria "guerra" colonial.
Será também de perguntar se os portugueses tinham legitimidade para lá estar. Talvez não, mas de certeza que tinham tanta legitimidade como os africanos que hoje em dia nos invadem.

Quer uma casinha nova? É fácil, siga as instruções em baixo!

Se não tem pais ricos nem ganhou a lotaria e quer uma casa nova então monte uma barraca no Porto ou Lisboa e ser-lhe á atribuída uma casinha! Não é preciso trabalhar, descontar para a segurança social nem sequer pagar IRS, basta apenas montar uma barraca, chorar um bocadinho quando a televisão aparece e esperar que o presidente da câmara anuncie em que dia receberá a chave da sua nova casa.

Não ligue a aqueles estúpidos que todos os dias se fazem ao caminho para trabalhar e com imenso sacrifício pagar a sua renda ao banco ou senhorio, bem como a conta do supermercado e educação dos filhos. Essas pessoas são umas tontas, pouco eficientes e eficazes pois precisam trabalhar 10 ou mais horas por dia para conseguir aquilo que os espertos conseguem sem esforço!

Haja vergonha!

João Montes

In Democracia Liberal

21 março 2007

17 março 2007

Revoltem-se mulheres

É comum o debate à volta dos direitos das mulheres. Mas a única coisa que ainda lhes é vedada em Portugal é o sacerdócio. Protestam contra a lei feita pelo homens, mas deviam protestar contra as mulheres que ainda nos fazem desconfiar do sexo oposto, que fazem os patrões pagar mais aos homens que às mulheres, que fazem os eleitores votarem mais em homens do que nas mulheres. No DIM, e em todos os dias, as mulheres deveriam revoltar-se contra mulheres como Ana Santa Clara e outras tantas. E também a quem lhes dá a voz!
Permitam-me uns conselhos a todas as mulheres portuguesas: Imponham-se pelas vossas atitudes e não tentem apenas ganhar debates do “sexo do anjo”. O que é preciso é mulheres que pensem por elas próprias, que tomem atitudes, que não esperem que sejam os outros a fazer, a pensar ou a dizer por elas, quando vocês conseguirem expurgar certas pessoas de serem vossas representantes, quando impor-se aos homens que vos desrespeitam (como os traidores, muitas vezes perdoados) e respeitarem os restantes homens, quando expurgarem os vossos maiores símbolos como os sex symbols que aparecem nas Playboys e em demais pornografia, ou até mesmo na televisão a dizer disparates, verão que não são precisas leis para que as mulheres comecem a ganhar mais ou tenham lugares nas listas de votos. E já agora se quiserem apoiar o feminismo, apoiem o AMA.
Imagem via Reverentia Lusa

Crimes "despenalizados"

Soube desta notícia quando li o Mote para Motim. Não é que possa ter a mesma abordagem que o Amotinado, nem que o Correio da Manha, Pois tenho obrigação de ter uma visão diferente das coisas. Não deixam de ser crime esses actos, mas passarão a necessitar de acusação particular, ou seja, o pagamento de uma taxa de justiça de 2 UC (196 €) e constituição obrigatória de mandatário judicial, ou seja, advogado.

Li alguns comentários no Correio da Manha on-line, e tenho a dizer que existe um grande desconhecimento por parte da população portuguesa face ao procedimento judicial, e até mesmo à lei substantiva penal. Não devem saber que o ofendido que se tenha constituído assistente pode requerer o reembolso da taxa de justiça, em caso de condenação do juiz, e até mesmo uma indemnização para pagamento de honorários do advogado. Outro erro muito comum é falar nos pobres como sendo vitimas deste regime judicial. O pobre que se queira constitui assistente deve dirigir-se a um balcão da segurança social e requerer o apoio judicial. Depois basta juntar o comprovativo ao requerimento de constituição de assistente. Nem precisa de esperar pela resposta da Segurança Social. Outro erro que notei foi a confusão entre furto e roubo. Furto é a subtracção de coisa alheia; Roubo é essa subtracção através de violência ou coacção física. Muitos dos exemplos dados nos comentários reportavam-se a situações de roubo, quando na notícia apenas li o crime de furto.

O que significa ser assistente?
É um sujeito processual criado pelo nosso sistema penal, para coadjuvar o Ministério Público na investigação e na acusação. É a representação do ofendido e é obrigatória a constituição nos crimes particulares, como é o caso da injúria ou difamação. Nos outros crimes (públicos e semi-públicos) é uma modalidade acessória. A acção penal, é da responsabilidade do MP, embora nos crimes semi-públicos o procedimento dependa de queixa e nos crimes particulares, o papel do MP é destinado ao Assistente, onde o MP apenas actua naqueles actos, requeridos pelo assistente que, por força do respeito ao estado de direito, só possam ser praticados pelo MP.

Para que serve a constituição de assistente?
Como já disse, um auxílio ao MP apenas visa a prossecução da penalização do arguido. Quando um lesado pretende ser ressarcido daquilo a que se viu privado pela prática de um crime têm que requerer a sua constituição como parte civil no processo e exigir uma indemnização, nos termos do processo civil, mas incluído no processo de natureza penal.

Então para que se vai fazer esta alteração ao código penal?
Não sei se será mesmo uma alteração ao código penal. Não li esta alteração no projecto de lei, mas se for apenas arranjo uma explicação: A necessidade de aliviar os tribunais de muitos processos. Não sei como será a norma transitória, mas se a não houver, como a aplicação da lei penal é sempre favorável ao arguido, os processos desta natureza, mesmo pendentes, carecerão de constituição de assistente por parte do ofendido.

Porque não tenho escrito com frequência:

À espera do próximo episódio. Provavelmente dia 20, Terça-Feira, no Prison Break Download

15 março 2007

Em cada comuna, há um tipo falso

Uma das caracteristicas dos portugueses actuais é que uma partes deles é comunista. Mas não são os operários das fábricas, aqueles que andam a ser despedidos por "extinção mo posto de trabalho". Veja-se a votação em concelhos como Guimarães, Vizela, Felgueiras, Famalicão ou Santa Maria da Feira... irrisória, no mínimo, para aquelas bandas ideológicas. Quem serão afinal esses oprimidos.

A maior parte que conheço são filhos da classe média, no caso dos jovens. A mãe é secretária, trabalha na função pública ou numa grande empresa e o pai é um funcionário qualificado de um qualquer empreendimento industrial. Apenas uma descrição média dessa gente. Andam lá pela Universidade muito bem vestidos e, que eu saiba, raramente demonstram a sua opinião. Na verdade, o único momento em que os podemos ver a discutir é quando se confrontam com alguém o BE, ou do PCP, consuante o caso. Talvez sejam os únicos partidários que ambos toleram.

Gostam de por vezes imcomodar nas horas de almoço, indo para cantina demosntrar o seu superiorismo intelectual, o seu moralismo, distribuindo uns flyers. Quando tenho paciencia para os ler penso sempre 3 coisas: o PCP é igual ao BE e vice versa; A unica diferença entre eles, são as moscas; e para serem freaks só lhes falta uns rasgões nas calças.

Separados em dois partidos com funções complementares: Destruir o que está bem, Contruir com base nas coisa más. O mais curioso é que existe uma classe de trabalhadores oprimidos que eles estão sempre a atacar: os policias. O comuna é, por natureza, incoerente. É tão incoerente que defende a sua liberdade, a liberdade de dizer bem do comunisto e mal de tudo o resto. É essa liberdade que defendo, mas invertida. Eu não me escondo perante a capa de uma ideologia, nem digo defender a liberdade e os direitos dos homens sob a epigrafe de regimes que tudo fizeram para que nada disso existisse.Termino fraseando um camarada comuna:"Não se conseguiu construir em nenhum país uma democracia tão perfeita como na URSS", pois, nem sequer em Cuba...

14 março 2007

Jovens lusos surpreendem o mundo da Fórmula 1 (eu quando quero posso ser muito mau lol)

" O anúncio surgiu de surpresa no dia de ontem quando a equipa da Ferrari fez saber à comunicação social que pretendia contratar um grupo de jovens do Bairro da Cova da Moura.
A decisão surgiu depois dos responsáveis da equipa terem assistido a um Documentário na RTP África em que se mostrava que um grupo de jovens do bairro era capaz de remover 4 pneus em menos de 6 segundos usando ferramentas básicas, ao contrário da actual equipa de mecânicos da Ferrari que apenas consegue fazer 8 segundos contando com milhões de euros de equipamento de ponta!
Esta decisão audaz pode tornar-se como um dos momentos decisivos do campeonato, já que actualmente muitas das corridas são ganhas nas boxes, e pode-se tornar uma vantagem em relação ás outras equipas.
No entanto a equipa de F1 acabou por ter algumas surpresas. No primeiro treino a nova equipa de mecânicos, não só foram capazes de mudar os pneus em 6 segundos como também repintaram o carro, mudaram o número de série e venderam-no à Mclaren por 8 grades de cerveja, um saco de ganzas e algumas fotos da mulher do Raikonen no chuveiro "

09 março 2007

Dia Internacional da Mulher

Passou-se ontem mais um dia internacional da mulher, não sei para que existe, talvez fizesse mais falta num país islâmico, paises esses tão defendidos por algumas das feministas. Que eu saiba as mulheres ainda só não podem ser padres, mas não vi ninguém a manifestar-se contra isso. Quanto ao resto, cresçam e apareçam! À parte dos jantares fora, das saídas à noite, da manif de 200 pessoas em Lisboa, e dos homens que costumam ficar em casa, terem ficado em casa, foi um dia como todos os outros. Uma mulher que me diz muito mais que todas as outras, ficou a trabalhar até às 22 horas, e depois ainda foi às compras, chegando a casa por volta das 23 horas. No fundo, foi dia dela cumprir o seu dever, como deveriam ser todos os dias para todas as mulheres e para todos os homens.

07 março 2007

Eles mentem tudo, eles mentem tudo, eles mentem tudo e não dão explicações a ninguém!

Foi no último Sábado que porventura centenas de populares se reuniram em Santa Comba Dão, não só para defender a construção de um museu sobre Oliveira Salazar, como para contestar os forasteiros, armados em moralistas de algibeira, que lá se deslocaram para tentar impedir que a câmara local avance com o projecto. No fundo o que pretenderam fazer foi governar em casa alheia. Bem sabemos que o ministério da cultura não irá financiar este projecto, o que só demonstra que para além de ser um ministério de propaganda encapotada, também serve para tentar manter o estabelecido, ou então conduzi-lo à ruína. Na verdade apoiar uma peça de teatro com o nome “Eu cago para Deus” e não apoiar um museu sobre Salazar e o Estado Novo merece no mínimo alguma meditação.
Mas o que vos queria falar é de um partido que fala, fala, fala e não dá explicações a ninguém. No último referendo foi o BE que por intermédio de uma lacaia qualquer acusou o Blogue do Não, só porque tinha uma ligação para o Blogue Pela Vida, que também acusou com factos estupidamente falsos. Mas de quem vos quero falar é do PCP. Já há dois anos atrás, os senhores do comité central do PCP acusaram a Frente Nacional de fazer uma homenagem a Rudolf Höss (chefe do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau) quando na verdade fizeram uma homenagem a Rudolf Hess. Responderam por terem mentido publicamente? Não.
Agora mandam os lacaios de Viseu acusar o PNR e a JN de terem estado por detrás de uma manifestação espontânea de repúdio à concentração da URAF em SCD. Se por um lado, o PNR e a JN estavam numa conferência na Guarda, quem sabe minimamente do que se passa no movimento nacionalista, sabe que neste momento no PNR e na JN não existem Salazaristas. Portanto seria pouco provável que pessoas que vivem em Lisboa se deslocassem para a SCD para defender alguém de que não gostam, até porque o PNR não tem câmaras e juntas e por isso não tem os autocarros à borla para as concentrações ou manifestações. Nem tão pouco recebe dinheiro da EU, como acontece com os seus camaradas nos sindicatos.
Quem lá esteve foram os populares que por sua livre vontade, sem que nenhuma associação ou movimento as convocasse, apareceram para demonstrar o seu apoio à decisão da câmara de SCD.
Tudo o resto são palavras soltas. Quem não se lembra das constantes noticias que alertavam para concentrações de neonazis em SCD e para o reforço policial que estava destinado? Talvez fossem para convencer mais pessoas a irem à concentração da URAF, mas na verdade, convenceu o povo anónimo a demonstrar o seu apoio a Salazar, e irritou-os o facto dos neonazis terem ficado em Lisboa, ou terem ido à Guarda.
Já estou como um colega meu: Em Santa Comba Dão, o povo é quem mais ordena! Será por isso que não se ouviu esse cântico por parte da URAF?
Santa Comba vila Beirã
Terra de fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade!